sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Eu troco!
Persianas, interfones, condomínios, porteiros
Barulho constante, congestionamentos
De veículos e de pessoas, correria
Gente de todo tipo, todas tribos, todos grupos
Atividades de todos os gostos e estilos
Opções gastronômicas para todos sabores
Ar pesado, poluição visual e sonora
To cansando disso tudo!
To mais pelo meu chão colorado
Tranquilidade, calma, sossego
Convívio pacífico, tempo para o simples
Chimarrão na tardinha, canto de pássaros
Amanhecer com cheiro de natureza
Rotina intercalada, tempo sem pressa
Cachorro, cavalo, campo, jardim
Casa, pátio, pomar, terreno
Rodeios, viagens, cumplicidade
Eu e meu amor! Já me chega!
Não quero mais nada!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
(E)Lá!
A tranquilidade, somada à parceria
O bem receber, ser bem tratado
Nada pode ser melhor!
Ambiente carinhoso, afável
Convidativo, prazeroso, leve
A alegria presente, constante
Refeições fartas, saudáveis
Festas sadias, entre amigos
Animação geral e total
Do mais velho ao mais moço
Do pai, da mãe, do filho
Do cunhado, do irmão, da amiga
Beberica, degusta, prova
Dança, canta, pula, agita
Abraça, beija, sorri
Por tudo isso que decorre a sua volta
Pelo que já passou e pelos resultados
Conclui, finalmente decidido
Encara, olha no fundo dos olhos
Expõe à alma, despe a mente
Entona a voz, e sorrindo confidencia
No ouvido da linda à sua frente:
- Contigo sou feliz!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Avante!
Remoa seus pensamentos
Se você não for relacionado
Digira suas mágoas
Se você não for convidado
Acalme suas desilusões
Se você for criticado
Repense tudo algumas vezes
Se você for atacado
Controle sua raiva
Se você for ironizado
Não diminua seus sonhos
Se você não for lembrado
Tudo bem, há que se perdoar!
Se você não for ajudado
Seja autodidata uma vez!
Não se dê por vencido!
Se você não for apoiado
Não caia e fique parado
Se você for insultado
Não descarregue sua ira
Se você for diminuído
Mantenha a fé em si
Se você for derrotado
Lute! Siga adiante!
Quem te atravanca o caminho
E ajuda a te derrubar agora
Mais adiante será obrigado
A aplaudir em pé tuas vitórias!
Reordene suas forças
Mesmo estando ferido
Com apoio ou sem nada
Volte para a batalha
Ative sua astúcia e perspicácia
Mantenha a dignidade e os princípios
A coragem, a honra e a hombridade
Siga lutando com valentia
E as vitórias reaparecerão!
Esse é o ensinamento maior!
Ame, perdoe, avalie, conclua
Opine, pense, diagnostique
Mas não desista! Nunca!
Siga adiante, não pare!
Sempre se pode mais! Bem mais!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Necessidades!
A tristeza se abate sobre nós diante da impotência humana que nos assola a cada situação pela vida apresentada, e isso, no entendimento de muitos sábios e pensadores, deve ser usado a nosso favor, como momentos de meditação, tempos reservados para pensar, para crescer, para desenvolver o intelecto e com isso buscar engrandecimento para mente e espírito. São situações extremas que nos fazem parar e pensar, e assim medir, mensurar o tamanho de nós mesmos, avaliar de fato nossa capacidade de assimilação, reação e tomada de atitudes diante de reais problemas e conflitos, e também de alegrias e felicidades, pois situações extremas podem (e devem) acontecer para os dois lados da balança de nossas turbulentas vidas.
É isso! Pensar, compreender, assimilar, reagir e agir diante das situações! É isso que os que nos rodeiam esperam, é isso que muitos necessitam! Mente quieta, sossegada (mas não muito), ação e atitude! Tá esperando o que? Vamos, te mexa criatura!
Abraços!
Marcelo
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Acidente Campeiro
Vinha de volta, “froxando” o garrão
E no baixar as orelhas, sentiu o encontrão
“Nas cruz” que de recém folgava
Rodopiou com quem a enforquilhava
Quase se pranchou, mas por sorte
Se salvaram os dois pelos listão do fundo
O cavalo enganador, manso, educado
Calmo, bonito, premiado, vistoso
Aprumado e encilhado a preceito
Vinha se pesando de dianteiro
Dando serviço pros dois braços
De suor bem tirado, escarceando
Troteando largo, veio pra cancha
Com vontade, atendendo o serviço
Saltou em cima do bovino, bonitaço
Seguiu fazendo cancha, tenteando
Mas na hora do campeiro abrir o cavalo
Deitar na paleta e empurrar a trança
Se foi a boca do pingo gateado
Perdeu-se a doma, e desfilou cancha afora
Feito zebu enraivado, de cabeça baixa
Se trompa sem nem esboçar parada
Quase reparte a égua no meio
Por pouco não saca dos arreios
O moreno que fica com o pavor estampado
Com os olhinhos pretos grelados
Procurando explicação pro acontecido
O outro, que vinha firme, bem estrivado
Também se espanta, e procura saber
Se alguém se pisou forte, pois é feia a pegada
De um trompaço campeiro, bem embalado
No fundo de uma cancha de rodeio
Se viram, os dois campeiros
Numa embolada "de toda pata"
Pela graça de Deus, não foi nada demais
Um roxo aqui, um arranhão ali
Um lombo dolorido, um taco arrancado
E uma boca requentada pra se trabalhar
Por dias e dias a fio, refazendo o serviço
Pra poder socar bem socado
Umas armadas debochadas, de fundamento
Pra fazer o povo levantar e gritar forte de novo
Mas dessa vez, de alegria e contentamento!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Rimando Ausências
Me resta aqui voltar, e logo indagar
Sentiram falta ou tanto fez nada enxergar?
Respostas guardadas, desvios de olhar
Desconversas, afirmações sem adular
Modos individuais de manifestar
Positivo é o que venho por achar
Pois ninguém quer visitar
E quando aqui neste espaço chegar
Não ter nenhuma linha para apreciar
"- Como nos deixa em vão procurar?"
Nunca quis isso propositar
E pretendo não mais deixar
Pois ao merecer este visitar
Obrigação tenho de contentar
Ou ao menos propiciar
Algo aos olhos para (re)aprovar
Pois tudo que tenho a falar
Desculpa! Não gosto de fazer esperar
E com vergonha, balbucear
Volte sempre, estamos a aguardar
Que você consiga retornar
Para podermos lhe felicitar
E nosso caminho retomar
Pois quem escreve para alegrar
Sem isso nunca poderá ficar!
Marcelo
(saudadoso e envergonhado pelo tempo ausente)
sábado, 15 de agosto de 2009
Vinte-e-poucos anos
Um ano a mais ou menos de vida. Depende se você enxerga o copo meio cheio ou meio vazio. Quando um ano de vida a mais se completa, é como se num caleidoscópio enxergássemos o que fomos, o que somos, e projetamos o que podemos ser. Fazemos planos. Retomamos planos anteriores. Olhar o retrovisor é nostálgico e ao mesmo tempo feliz.
Chegar aos 25 me faz lembrar quando tinha 13 e planejava para os vinte-e-poucos-anos as grandes cerimônias da vida. Formatura, casamento, filhos. Tudo outrora tão distante. Tudo agora tão ali. Tudo agora que passou e que dá saudade. Tudo o que eu imaginava e que não se cumpriu. Tudo o que eu sequer sonhava e que se realizou. A vida é mesmo surpreendente. Onde mesmo eu sonhava em chegar? Memória com rasuras, não me permite saber quem eu gostaria de ser exatamente, tampouco lembrar quando me decidi ser quem sou.
Bailarina, atriz, pintora, jornalista. Universitária, profissional, independente, mulher. Amante, amiga, cúmplice, colega, filha, mãe. Mas lembro sim da Lidiane que eu sonhava e ainda sonho ser. Porém o longo caminho aos vinte-e-poucos se transforma na contagem regressiva dos trinta. Porque a gente não perde a mania de continuar planejando os grandes rituais (aqueles que os querem viver, evidentemente). A gente segue tentando construir um projeto de vida, mesmo aprendendo, depois dos vinte-e-poucos, que ele dificilmente se concretize da forma e no tempo que a gente planejou.
Talvez porque precisemos de algo a perseguir. Aquilo que nos motiva a acordar todos os dias, a lutar por uma carreira bem sucedida, por uma vida estável, por mais aprendizado, mais experiência. Superar-nos. Há sempre algo por traz dessa busca desenfreada, nem que seja o desejo de um coração tranqüilo. Somos seres movidos a desafios, a objetivos, a sonhos, a um querer. A vários. E que bom que é assim. Porque viver sem motivo, é apenas existir.
Lidy