segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Quando o partir parte!

Conheci poucos, ou talvez nenhum da mesma forma e com tanta proximidade. Fato, que não tenho recordação alguma de mais ninguém que tenha sido plenamente solícito, disposto e incansável pelos outros como você era. Tenho comigo um sem fim de lembranças, e uma vastidão de memórias, tanto afetivas quanto de ensinamentos, e todas elas são boas. Eu verdadeiramente não me recordo, de uma única vez que eu, ou qualquer outro, tenha chego até você e pedido, falado ou somente buscado algo e não tenha encontrado. Fosse o que fosse, um jeito ou outro sempre dava. Eu te admirava por isso. E me espelhava bastante nessa forma de ser. Eu sei bem, e guardo e levo comigo o quanto soube ter um gigante discernimento em horas difíceis, e ao invés de se tornar um julgador severo, como a grande maioria faz, optou por ser um amigo fraterno, acolhendo, oferecendo diálogo, compreensão e orientação. Sempre encontrei em ti, guarida. Sempre encontrei em ti, carinho, zelo e afeto! Não sei se retribuí como deveria, mas nutri e carrego comigo um carinho monstro por ti! Nunca te vi afastar alguém. Pelo contrário, sempre aproximou todos. Também sempre se fez e buscou estar presente. Pra todos, o tempo todo. Teu jeito fácil e tua simplicidade eram cativantes. Não à toa, teve sempre um séquito de amigos e chegava bem em qualquer lugar ou ambiente. Foi sempre um incentivador e em muitos momentos, um fomentador do convívio familiar, do desenvolvimento de amizades e parcerias dentro da própria família. Costurava relações, conduzia acertos e proporcionava entendimentos como ninguém. Sempre discreto, sempre de bom humor, sempre numa boa. Tenho plena e total certeza que está numa boa agora também. E não se trata de tergiversar. É o que sinto. Sentirei muita saudade, pode ter certeza. Mas não tenho o direito de querer mais do que tive. E eu sei e sempre soube que tive tua amizade, teu carinho, tua parceria, teu zelo, tua torcida e teu incentivo. Desde sempre e pra sempre. E é assim que vou guardar esses sentimentos. Num emaranhado de boas, felizes e ternas lembranças, do cara que não tinha tempo ruim e nem lado pra chegar. Dum grande incentivador e motivador. Me reverbera no pensamento ainda hoje, o que escutei de ti quando era criança. Eu tinha certo medo de alguma coisa ou situação, e tu me olhava firme, sorrindo, e largava: “Medo não combina contigo. Vai lá e faz!” E eu sentia confiança e fazia mesmo, pois sabia que tinha alguém acreditando em mim, e mais que isso, que se algo desse errado, eu tinha a quem recorrer. O tempo passou e essa forma de enfrentar a vida ajudou a moldar o que eu sou. Até hoje eu sinto medo em diversos momentos, e lembro que coragem não é ausência de medo. É agir mesmo com ele existindo. Esse é só um dos tantos exemplos que poderia citar aqui, pois sempre tivemos uma linda convivência. E essa, a meu ver, é a tua mais marcante característica e é o legado que deixa. Viver com afeto e sentimento! Era tão visível e marcante, que até os meus pitocos sentem, observam e comentam: “Tio Caco é muito querido e legal né Pai?” Ao que respondia: “Sim, ele é e sempre foi exatamente isso! Um cara bom, um cara do bem!” Afora isso tudo, quero que saiba que aqui daremos conta. Assim como inúmeras vezes contamos contigo, é a tua vez de contar conosco. Tua missão foi cumprida! Vai em paz, fica em paz, e no que for possível, siga nos auxiliando e amparando! Eu sentirei muito, mas muito mesmo a tua falta, Caco! Tua partida me partiu o peito! Me deixa uma sensação de vazio, de vácuo! Obrigado por tudo, obrigado por sempre, queridão! Descansa em paz! Pra mim, tu sempre foi um baita cara!

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

TRILHANDO


O destino traz o traçado feito, mas nós vamos pavimentando ele conforme nossas escolhas, de forma intransferível e pessoal. Vamos deixando nossa marca pessoal a cada passo, a cada movimento e em cada pessoa com quem cruzamos ao longo dessa jornada. Também colhemos muito desses através dos convívios. Entre muitas alcunhas e denominações que buscamos e alcançamos pelos caminhos da vida, alguns acolhemos, outros recebemos, e todos honramos. Invariavelmente, somos nascidos e o primeiro “cargo” é de ser filha. Segundo contava Dona Plácida, sempre foi boa nisso. Junto, veio o de ser irmã. Aí já entram outros testemunhos, e todos os quatro talhados para comentar, são unânimes: Amiga, acolhedora, parceira. Com o passar do tempo e a progressão da jornada, foi colega de muitas. Tanto como estudante quanto como professora. Essa parte da jornada já há um grupo maior de testemunhos e com os que pudemos ter contato, é uníssono falarem que sempre foi bom dividirem salas, momentos e vivências. Muito boas lembranças, é o que dizem. E a vida vai andando. Naqueles dias “logo ali atrás”, passou a ser esposa. Junto com o “Tigrão”, andou de mãos dadas até quando lhes foi permitido pela lei da vida, que implacável e naturalmente, age sobre todos. Formaram e tiveram uma linda família, sempre ladeada pela família maior, e mantendo a tradição e hábitos nobres de estarem e permanecerem juntos e unidos. Mantiveram e nos passaram esse lindo legado. Algo bastante raro hoje em dia. Criou, amparou e conduziu os filhos até que eles tomassem as rédeas e fossem capazes de andar vida afora por conta própria. E manteve a família ao redor se equilibrando entre a profissão da vida e a casa. Foi professora de um sem fim de alunos e alunas. Segundo ela mesma, não sabe definir e nem sequer chutar quantos foram, mas com certeza, milhares. E como é sabido, nessa atividade não se colhe só flores. E eu como ótimo aluno em comportamento, sei bem os porquês, hehe. Exerceu também o “cargo” de tia. E de tia-avó. Amada por todos. Sempre acolhendo, aconselhando, conduzindo. E a vida vai seguindo. Até chegarem os netos. Uns meio rápido, outros deixando mais tempo na espera, mas acolhendo todos como podia. Alimentando, dando guarida, zelando. Tivemos uma boa avó, com certeza. E hoje, vejo pela alegria do convívio com os bisnetos, do quanto gostam de estar por perto e desfrutarem dos momentos, que eles também tem uma boa Bisa, bem como eu tive. Coisa linda de se ver! É uma satisfação desfrutar desses momentos, vendo os ciclos da vida se repetirem, envoltos em amor e carinho. São momentos que nos demonstram o quanto somos abençoados e o quanto temos a agradecer à Deus por tudo! Hoje estamos aqui, tendo a honra, a satisfação e a alegria de comemorar noventa anos de uma vida bem vivida. De uma jornada vitoriosa, construída com afinco, dedicação, perseverança, parceria e amor! Saiba, que antes de tudo, a missão tá cumprida há tempos! Que o desfrute desses momentos de vida é justo, válido e honroso. Coroa uma trajetória brilhante, vivida ao lado daqueles que ama e quer bem. Parabéns maiúsculo “Suela”! Colha, desfrute e saboreie muito não só esses momentos, mas todos os que tiver e puder, pois são merecidos e todos seus!
Receba nossos beijos e nossos abraços carregados de carinho e gratidão. Marcelo, Clara e Davi

terça-feira, 17 de junho de 2025

Marca de rememórias

Então… Há tempos uma música não mexia tanto comigo. Não revolvia e trazia à tona tantos sentimentos, tantas lembranças, tantos momentos. Passou um filme na retina, aventando possibilidades nefastas e desfechos funestos. Soprou leve a brisa ardida do medo e da angústia. Passou de relance nos lábios o gosto amargo e vil da derrota na jornada. Mas como toda boa música, de letra encaixada, realista e verdadeira, transmite em seu desenvolver, através da melodia, a paz e a serenidade que todo homem de bem e vitorioso saboreia lentamente, como quem sorve um bom chimarrão no frio do inverno. Em nosso cancioneiro local, muitas são as histórias contadas pelas músicas onde um pai se esmera e busca dar o que pode aos seus, mas poucas são as que contam essa história com total sensibilidade e perfeito ritmo. Traz na sua essência a simplicidade e humildade do homem terrunho, dos homens que com seu viver e sua faina, deram vida e inspiraram a tradição do gaúcho campesino. Porque mexeu? Não sei explicar com exatidão. Mas desde os idos tempos, quando decidi sair do rancho dos meus pais e ganhar mundo com as próprias pernas, não sentia essa emoção brotar tão forte ao escutar uma música. E, pra minha total surpresa, ela, aos meus ouvidos, era inédita! E bateu forte. Nas outras vezes eram músicas que me traziam diversas boas lembranças e passagens que eu, por livre escolha, havia deixado pra trás. Mudança era o que buscava. As marcas daquela época remexiam fundo também, reavivavam fortes emoções, mas cumpriam a missão de verificar se eu realmente estava convicto do que buscava. E sim, estava. Foi necessário persistir e seguir. Porque hoje bateu tão forte? Não sei ao certo, ainda não refleti com profundidade sobre a questão. Talvez seja pela similaridade das situações de presente e passado, onde a persistência, a resiliência e as convicções estejam à prova, permeadas por incertezas indigestas que por maulas, assolam o otimismo por breves lampejos. Talvez, pelos também breves momentos da vida onde nos permitimos deixar as emoções virem à tona, como forma de aliviar a pressão e extravasar um bom tanto dos sentimentos que vez ou outra se afivelam no peito e se aquerenciam dentro dos pensamentos, judiando o coração. Momentos, nada mais. Bem sei! Lembranças, sonhos, devaneios. Mescla de acordes e timbres muito bem feitos que pegam o vivente no contrapé dos sentimentos. A invernia rusguenta desse brasil sulino faz dessas. Assola o pasto, umedece o chão, abafa a baixada, fazendo até as paredes e muros escorrerem lágrimas que só o fogo, com sua vivacidade bruxuleante e seu crepitar audaz consegue conter. E aí reside toda a essência e o mistério da emotividade que emerge. Lembrar de tudo que passamos, e saber do muito que ainda iremos passar. Relembrar os cortantes açoites da vida, que sem refresco e nem trégua, sozinhos, sentimos, assimilamos, enfrentamos. Mas acima de tudo, ter a paz no coração e a serenidade na consciência, de entregamos o nosso melhor a cada dia, sempre buscando dar conforto, afago e aconchego aos nossos. Poncho Miliqueiro é uma pérola que tem tudo pra ser tornar um hino do gauchismo. Será daquelas a ser lembrada em cada roda de violão, no transcorrer do tempo, quando alguém precisar exemplificar a luta de um trabalhador, de um batalhador, de um pai de família buscando prover os seus. Parabéns Pirisca e aos demais. Título mais que merecido!

terça-feira, 13 de maio de 2025

Quem avisa, amigo é...

Bueno… Eu sinceramente tenho restrição e evito a todo custo usar essa expressão, até porque ela não contribui com a melhora e não indica nada de construtivo na maioria das vezes, porém, nesse caso, não há outra forma e nem outra expressão que seja tão talhada para o momento. Nenhuma outra vai conseguir dizer com tanta propriedade e nem traduzir tão fidedignamente o sentimento e a situação como um todo. Infelizmente e tristemente, afirmo: - Eu avisei! Lá no nem tão distante final do ano de 2022, quando muitos estampavam sorrisos irônicos estampados e faziam gestos efusivos de vitória, eu simplesmente disse, com toda a tristeza de quem já havia vivido este legado de destruição moral, dilapidação patrimonial e corrosão estatal. Disse em alto e bom som para todos os que quisessem ouvir e tivessem a decência de se despir de suas convicções pensadas com o fígado e praticadas com a bunda. Obviamente, não deram ouvidos. Estavam inebriados com a tão famigerada vitória frente a um pleito alta e totalmente duvidoso, no qual não se há convicção e unanimidade até hoje. Enfim, tristemente, com profundo pesar e imensa dor enquanto cidadão, pai, trabalhador e pagador de impostos à nação, me valho da sofrível afirmação: - Eu avisei! Disse exatamente nessa palavras que transcrevo: Conversaremos em 2025, onde tomara Deus, eu esteja totalmente errado, e esse sorriso terá desaparecido de seus rostos e o arrependimento estará batendo à porta de cada um. Pois! Cá estamos em pleno 2025. E o que vemos é a total dilapidação estatal. Políticos pútridos, liderados pelo maior fenômeno de manipulação de mentes obtusas que já se teve notícia no Brasil, sem qualquer escrúpulo ou remorso de suas ações nefastas implodiram a economia e o alicerce da nação em tempo recorde. Em menos de 2,5 anos roubaram e desviaram tanto, que não conseguiremos fazer nada para salvar o País ao término do mandato. As contas estão colapsadas já! E obviamente, quem está sendo conclamado para dar o sangue são os mesmos de sempre. Povo pagando pelos roubos e desvios dos corruptos. Se levo isso como surpresa? Jamais! Junto ao que já relatei, disse também ao final de 2022 que a recondução do vagabundo-mor seria vista pela sua corja como carta branca para voltarem e fazerem o que quiserem, pois se sentiriam indultados pelo povo. E assim agiram. Só que dessa vez, tomaram ações um pouco mais efetivas que lhes garantisse o continuísmo dos atos. Mexeram as peças e se blindaram atrás de uma corte que lhes protege e lhes deixa totalmente à vontade para dar seguimento a onda de barbárie contra o caixa da união. Simples assim. Claro e límpido como água de fonte. Sempre afirmei que se há um poder (entre os três poderes) que realmente trás problemas para a nação, esse é o judiciário. E eis que estamos vivendo tempos sombrios sob o manto do principal colegiado brasileiro, onde um batom é mais ofensivo e perigoso que armas nas mãos de traficantes. Onde vidas de políticos de oposição são alvo de profundas e ininterruptas investigações, mas roubos e mais roubos, efetivados e provados, sequer ganham atenção dos altos magistrados. Como tenho dito: - Estamos sob a égide do crime organizado. Ladrão eleito não faz e não pensa outra coisa que não seja roubar. Simples assim. E arrasta consigo uma horda que age tão bem ou até melhor que ele mesmo. Acham que o recente caso do INSS é um descalabro? Aguardem para futuros episódios, onde teremos FGTS e outros. Que se somarão aos já batidos e não sanados petrolão, correios, CEF, Previ e outros. Sigam performando militância em prol daquilo que não vivem e votando com o fígado, pensando em ter um marido ou um síndico no Planalto, ao invés de um(a) presidente que aja conforme se espera, e rumaremos cada vez mais rápido para o fundo do poço. Uma lástima profunda que os efeitos desse voto não seja sentido somente pelas nobres pessoas que se despiram de dignidade moral e resolveram apertar o número do azar na urna. Seria minimamente justo, penso eu. Tá ruim, meu nobre? Vota na pilantragem novamente. Pode que melhore, hehehe

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Movimentando

As dores que sentimos são a resposta da vida em movimento. São o pulsar do mundo escorrendo pelos nossos poros. São a prova viva da busca pelo que queremos. Se o corpo dói, a mente descansa. Se a mente pulsa, o corpo movimenta. Se a mente movimenta, o corpo agradece. Exercitar faz parte do bem viver e da saúde. Se não plena, muito próxima à isso. É assim que se mantém o equilíbrio entre a faina acelerada e a paz interior. Se equipara a correria imposta pelos avanços da sociedade e a capacidade infinda do ser humano. O exercício físico é a válvula necessária para extravasar. Extravasar tudo. Dores, angústias, mazelas, dissabores, incômodos, desconfortos, desencontros, problemas, percalços, tudo! O esforço corporal por opção deliberada e individual tem essa magia, de nos deixar em paz interior e nos traz o benefício de moldar o corpo. Os que se impõem essa rotina mentalmente controversa, porém altamente compensatória, colhem todos os benefícios no dia a dia. Exercício físico só tem positividades. Só traz coisas boas. Não há porque não ser adepto. Embora a mente seja contrária e busque o conforto e quietude, aqueles momentos de movimentação equilibrada são agradecidos por ela mesma, tão logo se finde o exercício. Curioso não? Se nega, mas logo após saúda. Saúda porque sabe do sem fim de benefícios que ocorrem. Músculos em dia. Elasticidade em dia. Metabolismo em dia. Toxinas liberadas. Calorias perdidas. Hormônios ativados. Sensação de bem estar inigualável. Mente sossegada. Corpo trabalhado. Caminhe, corra, tanto ao ar livre quanto numa esteira, puxe peso dentro de sua capacidade, vá ao crossfit, faça aeróbica, nade onde for possível em plausível, pratique ioga, vá ao pilates, faça funcional, pedale, vá ao parque numa academia ao ar livre. Tanto faz, mas não se entregue ao sedentarismo. Não deixe seu corpo, suas fibras e seus tecidos definharem pouco a pouco, a fim de ter uma velhice sofrida pelas dores, incômodos e limitações de um desregramento pensado. Se não consegue hoje, passe a mentalizar já, para logo colocar em prática a ideia. Não pense muito, pois é exatamente o que precisa para não fazer. Apenas faça! Comece e não pare! Em poucos dias sentirá o benefício e se perguntará silenciosamente “porque não comecei antes?” E assim vamos, exercitando a mente, exercitando o corpo, exercitando o convívio e a convivência! E sendo saudados e beneficiados pelos exercícios que nos impomos a executar continuamente! Como nos dizem os especialistas e entendidos do assunto: A chave é a constância! Não adianta querer fazer tudo em pouco tempo. O correto é fazer um pouco de cada vez, um pouco a cada dia, mantendo a rotina do exercício! É isso! Vamos que vamos!

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

O Meu Mate

 

Eu e meu fiel e sempre companheiro e parceiro de longas horas, de vastos pensamentos, de infinitas ideias e longas jornadas bebendo a solitude. Sempre juntos, libertos ao campo, rodeado de natureza e seus belos nuances, ou mesmo fechados em redomas de quatro paredes, sempre temos assunto, sempre temos motivos para mais. Por longos períodos, converteu momentos que seriam de melancolia em situações de paz. Modificou datas que trariam memórias indesejadas para lindas recordações. Alterou o curso de atitudes reprováveis, fazendo com que se tornassem lindas lembranças de momentos ternos. Amparou lágrimas, muitas. Se fez ombro amigo, acalentando o pranto de quem muito tinha a lamentar. Aconselhou energicamente, com a maestria do silêncio, como poucos fazem. Invariavelmente, diz muito, sem qualquer pronúncia. É um verdadeiro sábio, como bem canta a música. Não tem rosto, não tem semblante, nem tez. Mesmo assim, sua silhueta é viva, sua voz é audível e seu tom tem o timbre que o momento precisa e procura. É conselheiro, é confidente, é instrutor, é amigo, é irmão. Sobretudo, é companheiro e parceiro inconteste de muitas alegrias e vários dissabores. Não recua, não esmorece, não abandona e nem se furta. Está sempre ali, sempre à mão! Traz um ensinamento antigo e valioso. E faz exatamente o contrário do mundo moderno. Proporciona conversas longas e felizes quando em pares ou grupos, e instiga a pensar e rememorar quando a sós! Este é o meu chimarrão! Me acompanha desde tempos. Tem um significado valioso e inconteste. Faz parte de mim, do meu dia a dia, da minha essência, do que sou e do que faço, não só pra mim, mas para os outros! Sabe mais de mim que qualquer outro ser vivo no planeta. Têm meus maiores segredos. Têm minhas maiores dores e angústias. Carrega minhas melhores alegrias. Guarda minhas mais autênticas e puras felicidades vividas! É como um guardião da existência. Está sempre pronto. Está sempre à postos! Não pede nada, não cobra nada. Apenas é! E assim se faz importante, impactante, imperioso! Guarda no mais profundo da sua alma, minha ancestralidade, meus anseios, meus apegos, minhas origens, minhas paixões e meus amores! A ti, meu amigo sincero e leal, minha mais profunda gratidão e reconhecimento por tudo! Que o Pai Maior siga nos proporcionando saúde para que esses momentos permaneçam acontecendo no decorrer da caminhada! E que assim seja!

 

 

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Retidão e constância

Dentre muitos ou entre tantos que pouco se importam com nada e com ninguém, escolher ser diferente para não ser indiferente traz suas consequências, suas mazelas, seus fardos e também suas dores. Ainda assim, é uma escolha consciente, regada de renúncias, abnegação, resignação e muita, mas muita paciência e força mental para lidar com ingratidão, indiferença, egos e vaidades exacerbados, entre outros “presentes” que o dia a dia nos impõe para testar e provar, ininterruptamente. Faz parte, nos ensinam os mais sábios e já calejados dessa “lida”. E é justamente por isso que nos mantemos na caminhada, firmes, convictos, com o norte de evolução constante, por menor que venha a ser, mas ainda assim, avançando nas áreas comportamentais, espirituais, emocionais e relacionais. Não é e nunca será algo fácil, simples ou reles. Muito pelo contrário. É difícil, complicado, cheio de provações dolorosas. Depende de nós fazer essa caminhada mais leve, mais prazerosa, menos dolorida, menos penosa, menos pesarosa. A forma? Não sei. Entendo não existir fórmula mágica para aplicar. O que tento fazer é buscar a compreensão a cada momento, fortalecendo assim a crença e firmeza de propósito, construindo e fortalecendo o caráter no dia a dia. As provações são inúmeras e ocorrem dos mais diversos modos. Amigos, conhecidos, colegas, parceiros de negócios, companheiros de atividades, familiares, enfim, a cada pouco surge uma situação que nos coloca em cheque, tecendo uma teia fina e tênue entre o certo e o mais fácil. Para que avaliemos sempre as opções sob o prisma da decência e da retidão moral, ou não. A vida, sempre nos prova. Em especial através de nossa senil e pútrida sociedade, que é mestra em tentar nos pregar peças, buscando desqualificar nossas atitudes pregressas e atuais. Questão é não se abater, manter a firmeza e postura, sem dar abertura ou possibilidade para que estes se criem ou se encham de razão. Críticas, censuras, ataques destrutivos, entre outros, sempre ocorreram sempre ocorrem e sempre ocorrerão. Sempre virão de todos os lados. E quanto mais imunes a eles nos mostremos e estivermos, pior ficam. Começam a vir de quem temos apreço, carinho, admiração. Enquanto elogios, palavras de incentivo e engrandecimento ocorrem a conta gotas. Saber disso é primordial. É essencial para podermos manter a mente leve, o coração limpo, a espinha ereta, o semblante tranquilo e seguir firmes no intento. Se dará sempre certo é uma incógnita perene. A questão é ter a consciência tranquila de estarmos fazendo nosso melhor nesse sentido diariamente, para que, a cada período ou tempo avaliado possamos ser e estar percebendo a evolução e o quanto podemos ser melhores que ontem. É a chamada constância! Cabe a nós a reflexão sincera e honesta, para cada olhar no espelho nos deixe a certeza de que vale à pena!