quarta-feira, 18 de março de 2026

Pureza que faz bem!

Dizem que quando crianças se aproximam voluntariamente de adultos estranhos, é sinal que essa pessoa não é má. Ou ao menos não tem energia ruim. Creio nisso. Sempre vi e presenciei essas cenas como espectador. Até que aconteceu comigo e me deixou feliz e satisfeito. Eu estava matando um tempo numa cidadezinha do interior, deixando transcorrer o intervalo do meio dia, para voltar a faina e retomar as visitas aos clientes, em uma praça bem arborizada e limpa. No local há um banheiro público também limpo e bem cuidado. Fui até lá lavar as mãos após comer um cacho de uvas. Ao sair, um casal de pitocos, de cerca de 5-6 anos de idade me abordou pedindo que eu ajudasse a “salvar” um passarinho que estava em cima de um pilar de concreto do alambrado da quadra poliesportiva da referida praça. Fui até lá olhar, e expliquei pra eles que não poderíamos pegar no pequeno pássaro, pois ele estava lá aguardando que seus pais viessem trazer comida e cuidar deles. E colocar ele no chão colocaria ele em perigo, pois qualquer predador poderia pegá-lo. Os dois ficaram me olhando, como se estivessem matutando sobre o que eu disse, por longos quize ou vinte segundos. Depois, sorriram e disseram: Então tá bom Tio! Vamos deixar ele lá. E nisso um pássaro adulto pousa em cima do pilar e fica por lá. Aproveitei para mostrar pra eles. Que ficaram surpresos e aliviados em ver “que a mamãe do passarinho veio cuidar”. Essa pureza de criança é encantadora. Eles ficaram ali, conversando e brincando. Falavam entre eles e me incluíam na conversa e na brincadeira, mesmo eu sentado na mureta. A menininha ainda falava comigo e fazia carinho por cima da minha mão apoiada na mureta. Ficamos ali uns instantes, papeando e rindo, até que a avó os chamou. Escutei e senti o tom de severidade das palavras dela. Fiquei um pouco apreensivo com o fato. Resolvi ir até a avó trocar umas palavras e deixa-la mais tranquila. Pois, de fato, as crianças estavam próximas de um adulto estranho. Isso me ocorreu de imediato. E para tranquilizar a avó, fui lá me apresentar e dizer quem era e o que fazia ali. Também explicar o ocorrido. Ela me recebeu de forma seca e direta. Entendi seu posicionamento. Ela faz lanches na praça dessa cidade há décadas. E não estão acostumados a ver estranhos por lá. Cidade tem cerca de três mil habitantes, sendo que algo em torno de 40% da população vive no interior. Ou seja, todos se conhecem. Enfim, após quebrar o gelo e a resistência da avó, conversamos brevemente, comentei que tinha também um casal de filhos, porém eram mais velhos. E que os netos haviam me abordado pedindo ajuda para salvar um passarinho. Depois de tudo explicado, até um sorriso recebi, como forma de desculpa e aceite de minha presença. Fato, é que isso mudou meu dia e minha energia. Esses pitocos me fizeram um bem que nem imaginam. Que os anjinhos da guarda amparem e conduzam vocês sempre, meus queridos, para serem adultos do bem e direitos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Quando o partir parte!

Conheci poucos, ou talvez nenhum da mesma forma e com tanta proximidade. Fato, que não tenho recordação alguma de mais ninguém que tenha sido plenamente solícito, disposto e incansável pelos outros como você era. Tenho comigo um sem fim de lembranças, e uma vastidão de memórias, tanto afetivas quanto de ensinamentos, e todas elas são boas. Eu verdadeiramente não me recordo, de uma única vez que eu, ou qualquer outro, tenha chego até você e pedido, falado ou somente buscado algo e não tenha encontrado. Fosse o que fosse, um jeito ou outro sempre dava. Eu te admirava por isso. E me espelhava bastante nessa forma de ser. Eu sei bem, e guardo e levo comigo o quanto soube ter um gigante discernimento em horas difíceis, e ao invés de se tornar um julgador severo, como a grande maioria faz, optou por ser um amigo fraterno, acolhendo, oferecendo diálogo, compreensão e orientação. Sempre encontrei em ti, guarida. Sempre encontrei em ti, carinho, zelo e afeto! Não sei se retribuí como deveria, mas nutri e carrego comigo um carinho monstro por ti! Nunca te vi afastar alguém. Pelo contrário, sempre aproximou todos. Também sempre se fez e buscou estar presente. Pra todos, o tempo todo. Teu jeito fácil e tua simplicidade eram cativantes. Não à toa, teve sempre um séquito de amigos e chegava bem em qualquer lugar ou ambiente. Foi sempre um incentivador e em muitos momentos, um fomentador do convívio familiar, do desenvolvimento de amizades e parcerias dentro da própria família. Costurava relações, conduzia acertos e proporcionava entendimentos como ninguém. Sempre discreto, sempre de bom humor, sempre numa boa. Tenho plena e total certeza que está numa boa agora também. E não se trata de tergiversar. É o que sinto. Sentirei muita saudade, pode ter certeza. Mas não tenho o direito de querer mais do que tive. E eu sei e sempre soube que tive tua amizade, teu carinho, tua parceria, teu zelo, tua torcida e teu incentivo. Desde sempre e pra sempre. E é assim que vou guardar esses sentimentos. Num emaranhado de boas, felizes e ternas lembranças, do cara que não tinha tempo ruim e nem lado pra chegar. Dum grande incentivador e motivador. Me reverbera no pensamento ainda hoje, o que escutei de ti quando era criança. Eu tinha certo medo de alguma coisa ou situação, e tu me olhava firme, sorrindo, e largava: “Medo não combina contigo. Vai lá e faz!” E eu sentia confiança e fazia mesmo, pois sabia que tinha alguém acreditando em mim, e mais que isso, que se algo desse errado, eu tinha a quem recorrer. O tempo passou e essa forma de enfrentar a vida ajudou a moldar o que eu sou. Até hoje eu sinto medo em diversos momentos, e lembro que coragem não é ausência de medo. É agir mesmo com ele existindo. Esse é só um dos tantos exemplos que poderia citar aqui, pois sempre tivemos uma linda convivência. E essa, a meu ver, é a tua mais marcante característica e é o legado que deixa. Viver com afeto e sentimento! Era tão visível e marcante, que até os meus pitocos sentem, observam e comentam: “Tio Caco é muito querido e legal né Pai?” Ao que respondia: “Sim, ele é e sempre foi exatamente isso! Um cara bom, um cara do bem!” Afora isso tudo, quero que saiba que aqui daremos conta. Assim como inúmeras vezes contamos contigo, é a tua vez de contar conosco. Tua missão foi cumprida! Vai em paz, fica em paz, e no que for possível, siga nos auxiliando e amparando! Eu sentirei muito, mas muito mesmo a tua falta, Caco! Tua partida me partiu o peito! Me deixa uma sensação de vazio, de vácuo! Obrigado por tudo, obrigado por sempre, queridão! Descansa em paz! Pra mim, tu sempre foi um baita cara!

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

TRILHANDO


O destino traz o traçado feito, mas nós vamos pavimentando ele conforme nossas escolhas, de forma intransferível e pessoal. Vamos deixando nossa marca pessoal a cada passo, a cada movimento e em cada pessoa com quem cruzamos ao longo dessa jornada. Também colhemos muito desses através dos convívios. Entre muitas alcunhas e denominações que buscamos e alcançamos pelos caminhos da vida, alguns acolhemos, outros recebemos, e todos honramos. Invariavelmente, somos nascidos e o primeiro “cargo” é de ser filha. Segundo contava Dona Plácida, sempre foi boa nisso. Junto, veio o de ser irmã. Aí já entram outros testemunhos, e todos os quatro talhados para comentar, são unânimes: Amiga, acolhedora, parceira. Com o passar do tempo e a progressão da jornada, foi colega de muitas. Tanto como estudante quanto como professora. Essa parte da jornada já há um grupo maior de testemunhos e com os que pudemos ter contato, é uníssono falarem que sempre foi bom dividirem salas, momentos e vivências. Muito boas lembranças, é o que dizem. E a vida vai andando. Naqueles dias “logo ali atrás”, passou a ser esposa. Junto com o “Tigrão”, andou de mãos dadas até quando lhes foi permitido pela lei da vida, que implacável e naturalmente, age sobre todos. Formaram e tiveram uma linda família, sempre ladeada pela família maior, e mantendo a tradição e hábitos nobres de estarem e permanecerem juntos e unidos. Mantiveram e nos passaram esse lindo legado. Algo bastante raro hoje em dia. Criou, amparou e conduziu os filhos até que eles tomassem as rédeas e fossem capazes de andar vida afora por conta própria. E manteve a família ao redor se equilibrando entre a profissão da vida e a casa. Foi professora de um sem fim de alunos e alunas. Segundo ela mesma, não sabe definir e nem sequer chutar quantos foram, mas com certeza, milhares. E como é sabido, nessa atividade não se colhe só flores. E eu como ótimo aluno em comportamento, sei bem os porquês, hehe. Exerceu também o “cargo” de tia. E de tia-avó. Amada por todos. Sempre acolhendo, aconselhando, conduzindo. E a vida vai seguindo. Até chegarem os netos. Uns meio rápido, outros deixando mais tempo na espera, mas acolhendo todos como podia. Alimentando, dando guarida, zelando. Tivemos uma boa avó, com certeza. E hoje, vejo pela alegria do convívio com os bisnetos, do quanto gostam de estar por perto e desfrutarem dos momentos, que eles também tem uma boa Bisa, bem como eu tive. Coisa linda de se ver! É uma satisfação desfrutar desses momentos, vendo os ciclos da vida se repetirem, envoltos em amor e carinho. São momentos que nos demonstram o quanto somos abençoados e o quanto temos a agradecer à Deus por tudo! Hoje estamos aqui, tendo a honra, a satisfação e a alegria de comemorar noventa anos de uma vida bem vivida. De uma jornada vitoriosa, construída com afinco, dedicação, perseverança, parceria e amor! Saiba, que antes de tudo, a missão tá cumprida há tempos! Que o desfrute desses momentos de vida é justo, válido e honroso. Coroa uma trajetória brilhante, vivida ao lado daqueles que ama e quer bem. Parabéns maiúsculo “Suela”! Colha, desfrute e saboreie muito não só esses momentos, mas todos os que tiver e puder, pois são merecidos e todos seus!
Receba nossos beijos e nossos abraços carregados de carinho e gratidão. Marcelo, Clara e Davi

terça-feira, 17 de junho de 2025

Marca de rememórias

Então… Há tempos uma música não mexia tanto comigo. Não revolvia e trazia à tona tantos sentimentos, tantas lembranças, tantos momentos. Passou um filme na retina, aventando possibilidades nefastas e desfechos funestos. Soprou leve a brisa ardida do medo e da angústia. Passou de relance nos lábios o gosto amargo e vil da derrota na jornada. Mas como toda boa música, de letra encaixada, realista e verdadeira, transmite em seu desenvolver, através da melodia, a paz e a serenidade que todo homem de bem e vitorioso saboreia lentamente, como quem sorve um bom chimarrão no frio do inverno. Em nosso cancioneiro local, muitas são as histórias contadas pelas músicas onde um pai se esmera e busca dar o que pode aos seus, mas poucas são as que contam essa história com total sensibilidade e perfeito ritmo. Traz na sua essência a simplicidade e humildade do homem terrunho, dos homens que com seu viver e sua faina, deram vida e inspiraram a tradição do gaúcho campesino. Porque mexeu? Não sei explicar com exatidão. Mas desde os idos tempos, quando decidi sair do rancho dos meus pais e ganhar mundo com as próprias pernas, não sentia essa emoção brotar tão forte ao escutar uma música. E, pra minha total surpresa, ela, aos meus ouvidos, era inédita! E bateu forte. Nas outras vezes eram músicas que me traziam diversas boas lembranças e passagens que eu, por livre escolha, havia deixado pra trás. Mudança era o que buscava. As marcas daquela época remexiam fundo também, reavivavam fortes emoções, mas cumpriam a missão de verificar se eu realmente estava convicto do que buscava. E sim, estava. Foi necessário persistir e seguir. Porque hoje bateu tão forte? Não sei ao certo, ainda não refleti com profundidade sobre a questão. Talvez seja pela similaridade das situações de presente e passado, onde a persistência, a resiliência e as convicções estejam à prova, permeadas por incertezas indigestas que por maulas, assolam o otimismo por breves lampejos. Talvez, pelos também breves momentos da vida onde nos permitimos deixar as emoções virem à tona, como forma de aliviar a pressão e extravasar um bom tanto dos sentimentos que vez ou outra se afivelam no peito e se aquerenciam dentro dos pensamentos, judiando o coração. Momentos, nada mais. Bem sei! Lembranças, sonhos, devaneios. Mescla de acordes e timbres muito bem feitos que pegam o vivente no contrapé dos sentimentos. A invernia rusguenta desse brasil sulino faz dessas. Assola o pasto, umedece o chão, abafa a baixada, fazendo até as paredes e muros escorrerem lágrimas que só o fogo, com sua vivacidade bruxuleante e seu crepitar audaz consegue conter. E aí reside toda a essência e o mistério da emotividade que emerge. Lembrar de tudo que passamos, e saber do muito que ainda iremos passar. Relembrar os cortantes açoites da vida, que sem refresco e nem trégua, sozinhos, sentimos, assimilamos, enfrentamos. Mas acima de tudo, ter a paz no coração e a serenidade na consciência, de entregamos o nosso melhor a cada dia, sempre buscando dar conforto, afago e aconchego aos nossos. Poncho Miliqueiro é uma pérola que tem tudo pra ser tornar um hino do gauchismo. Será daquelas a ser lembrada em cada roda de violão, no transcorrer do tempo, quando alguém precisar exemplificar a luta de um trabalhador, de um batalhador, de um pai de família buscando prover os seus. Parabéns Pirisca e aos demais. Título mais que merecido!

terça-feira, 13 de maio de 2025

Quem avisa, amigo é...

Bueno… Eu sinceramente tenho restrição e evito a todo custo usar essa expressão, até porque ela não contribui com a melhora e não indica nada de construtivo na maioria das vezes, porém, nesse caso, não há outra forma e nem outra expressão que seja tão talhada para o momento. Nenhuma outra vai conseguir dizer com tanta propriedade e nem traduzir tão fidedignamente o sentimento e a situação como um todo. Infelizmente e tristemente, afirmo: - Eu avisei! Lá no nem tão distante final do ano de 2022, quando muitos estampavam sorrisos irônicos estampados e faziam gestos efusivos de vitória, eu simplesmente disse, com toda a tristeza de quem já havia vivido este legado de destruição moral, dilapidação patrimonial e corrosão estatal. Disse em alto e bom som para todos os que quisessem ouvir e tivessem a decência de se despir de suas convicções pensadas com o fígado e praticadas com a bunda. Obviamente, não deram ouvidos. Estavam inebriados com a tão famigerada vitória frente a um pleito alta e totalmente duvidoso, no qual não se há convicção e unanimidade até hoje. Enfim, tristemente, com profundo pesar e imensa dor enquanto cidadão, pai, trabalhador e pagador de impostos à nação, me valho da sofrível afirmação: - Eu avisei! Disse exatamente nessa palavras que transcrevo: Conversaremos em 2025, onde tomara Deus, eu esteja totalmente errado, e esse sorriso terá desaparecido de seus rostos e o arrependimento estará batendo à porta de cada um. Pois! Cá estamos em pleno 2025. E o que vemos é a total dilapidação estatal. Políticos pútridos, liderados pelo maior fenômeno de manipulação de mentes obtusas que já se teve notícia no Brasil, sem qualquer escrúpulo ou remorso de suas ações nefastas implodiram a economia e o alicerce da nação em tempo recorde. Em menos de 2,5 anos roubaram e desviaram tanto, que não conseguiremos fazer nada para salvar o País ao término do mandato. As contas estão colapsadas já! E obviamente, quem está sendo conclamado para dar o sangue são os mesmos de sempre. Povo pagando pelos roubos e desvios dos corruptos. Se levo isso como surpresa? Jamais! Junto ao que já relatei, disse também ao final de 2022 que a recondução do vagabundo-mor seria vista pela sua corja como carta branca para voltarem e fazerem o que quiserem, pois se sentiriam indultados pelo povo. E assim agiram. Só que dessa vez, tomaram ações um pouco mais efetivas que lhes garantisse o continuísmo dos atos. Mexeram as peças e se blindaram atrás de uma corte que lhes protege e lhes deixa totalmente à vontade para dar seguimento a onda de barbárie contra o caixa da união. Simples assim. Claro e límpido como água de fonte. Sempre afirmei que se há um poder (entre os três poderes) que realmente trás problemas para a nação, esse é o judiciário. E eis que estamos vivendo tempos sombrios sob o manto do principal colegiado brasileiro, onde um batom é mais ofensivo e perigoso que armas nas mãos de traficantes. Onde vidas de políticos de oposição são alvo de profundas e ininterruptas investigações, mas roubos e mais roubos, efetivados e provados, sequer ganham atenção dos altos magistrados. Como tenho dito: - Estamos sob a égide do crime organizado. Ladrão eleito não faz e não pensa outra coisa que não seja roubar. Simples assim. E arrasta consigo uma horda que age tão bem ou até melhor que ele mesmo. Acham que o recente caso do INSS é um descalabro? Aguardem para futuros episódios, onde teremos FGTS e outros. Que se somarão aos já batidos e não sanados petrolão, correios, CEF, Previ e outros. Sigam performando militância em prol daquilo que não vivem e votando com o fígado, pensando em ter um marido ou um síndico no Planalto, ao invés de um(a) presidente que aja conforme se espera, e rumaremos cada vez mais rápido para o fundo do poço. Uma lástima profunda que os efeitos desse voto não seja sentido somente pelas nobres pessoas que se despiram de dignidade moral e resolveram apertar o número do azar na urna. Seria minimamente justo, penso eu. Tá ruim, meu nobre? Vota na pilantragem novamente. Pode que melhore, hehehe

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Movimentando

As dores que sentimos são a resposta da vida em movimento. São o pulsar do mundo escorrendo pelos nossos poros. São a prova viva da busca pelo que queremos. Se o corpo dói, a mente descansa. Se a mente pulsa, o corpo movimenta. Se a mente movimenta, o corpo agradece. Exercitar faz parte do bem viver e da saúde. Se não plena, muito próxima à isso. É assim que se mantém o equilíbrio entre a faina acelerada e a paz interior. Se equipara a correria imposta pelos avanços da sociedade e a capacidade infinda do ser humano. O exercício físico é a válvula necessária para extravasar. Extravasar tudo. Dores, angústias, mazelas, dissabores, incômodos, desconfortos, desencontros, problemas, percalços, tudo! O esforço corporal por opção deliberada e individual tem essa magia, de nos deixar em paz interior e nos traz o benefício de moldar o corpo. Os que se impõem essa rotina mentalmente controversa, porém altamente compensatória, colhem todos os benefícios no dia a dia. Exercício físico só tem positividades. Só traz coisas boas. Não há porque não ser adepto. Embora a mente seja contrária e busque o conforto e quietude, aqueles momentos de movimentação equilibrada são agradecidos por ela mesma, tão logo se finde o exercício. Curioso não? Se nega, mas logo após saúda. Saúda porque sabe do sem fim de benefícios que ocorrem. Músculos em dia. Elasticidade em dia. Metabolismo em dia. Toxinas liberadas. Calorias perdidas. Hormônios ativados. Sensação de bem estar inigualável. Mente sossegada. Corpo trabalhado. Caminhe, corra, tanto ao ar livre quanto numa esteira, puxe peso dentro de sua capacidade, vá ao crossfit, faça aeróbica, nade onde for possível em plausível, pratique ioga, vá ao pilates, faça funcional, pedale, vá ao parque numa academia ao ar livre. Tanto faz, mas não se entregue ao sedentarismo. Não deixe seu corpo, suas fibras e seus tecidos definharem pouco a pouco, a fim de ter uma velhice sofrida pelas dores, incômodos e limitações de um desregramento pensado. Se não consegue hoje, passe a mentalizar já, para logo colocar em prática a ideia. Não pense muito, pois é exatamente o que precisa para não fazer. Apenas faça! Comece e não pare! Em poucos dias sentirá o benefício e se perguntará silenciosamente “porque não comecei antes?” E assim vamos, exercitando a mente, exercitando o corpo, exercitando o convívio e a convivência! E sendo saudados e beneficiados pelos exercícios que nos impomos a executar continuamente! Como nos dizem os especialistas e entendidos do assunto: A chave é a constância! Não adianta querer fazer tudo em pouco tempo. O correto é fazer um pouco de cada vez, um pouco a cada dia, mantendo a rotina do exercício! É isso! Vamos que vamos!

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

O Meu Mate

 

Eu e meu fiel e sempre companheiro e parceiro de longas horas, de vastos pensamentos, de infinitas ideias e longas jornadas bebendo a solitude. Sempre juntos, libertos ao campo, rodeado de natureza e seus belos nuances, ou mesmo fechados em redomas de quatro paredes, sempre temos assunto, sempre temos motivos para mais. Por longos períodos, converteu momentos que seriam de melancolia em situações de paz. Modificou datas que trariam memórias indesejadas para lindas recordações. Alterou o curso de atitudes reprováveis, fazendo com que se tornassem lindas lembranças de momentos ternos. Amparou lágrimas, muitas. Se fez ombro amigo, acalentando o pranto de quem muito tinha a lamentar. Aconselhou energicamente, com a maestria do silêncio, como poucos fazem. Invariavelmente, diz muito, sem qualquer pronúncia. É um verdadeiro sábio, como bem canta a música. Não tem rosto, não tem semblante, nem tez. Mesmo assim, sua silhueta é viva, sua voz é audível e seu tom tem o timbre que o momento precisa e procura. É conselheiro, é confidente, é instrutor, é amigo, é irmão. Sobretudo, é companheiro e parceiro inconteste de muitas alegrias e vários dissabores. Não recua, não esmorece, não abandona e nem se furta. Está sempre ali, sempre à mão! Traz um ensinamento antigo e valioso. E faz exatamente o contrário do mundo moderno. Proporciona conversas longas e felizes quando em pares ou grupos, e instiga a pensar e rememorar quando a sós! Este é o meu chimarrão! Me acompanha desde tempos. Tem um significado valioso e inconteste. Faz parte de mim, do meu dia a dia, da minha essência, do que sou e do que faço, não só pra mim, mas para os outros! Sabe mais de mim que qualquer outro ser vivo no planeta. Têm meus maiores segredos. Têm minhas maiores dores e angústias. Carrega minhas melhores alegrias. Guarda minhas mais autênticas e puras felicidades vividas! É como um guardião da existência. Está sempre pronto. Está sempre à postos! Não pede nada, não cobra nada. Apenas é! E assim se faz importante, impactante, imperioso! Guarda no mais profundo da sua alma, minha ancestralidade, meus anseios, meus apegos, minhas origens, minhas paixões e meus amores! A ti, meu amigo sincero e leal, minha mais profunda gratidão e reconhecimento por tudo! Que o Pai Maior siga nos proporcionando saúde para que esses momentos permaneçam acontecendo no decorrer da caminhada! E que assim seja!

 

 

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Retidão e constância

Dentre muitos ou entre tantos que pouco se importam com nada e com ninguém, escolher ser diferente para não ser indiferente traz suas consequências, suas mazelas, seus fardos e também suas dores. Ainda assim, é uma escolha consciente, regada de renúncias, abnegação, resignação e muita, mas muita paciência e força mental para lidar com ingratidão, indiferença, egos e vaidades exacerbados, entre outros “presentes” que o dia a dia nos impõe para testar e provar, ininterruptamente. Faz parte, nos ensinam os mais sábios e já calejados dessa “lida”. E é justamente por isso que nos mantemos na caminhada, firmes, convictos, com o norte de evolução constante, por menor que venha a ser, mas ainda assim, avançando nas áreas comportamentais, espirituais, emocionais e relacionais. Não é e nunca será algo fácil, simples ou reles. Muito pelo contrário. É difícil, complicado, cheio de provações dolorosas. Depende de nós fazer essa caminhada mais leve, mais prazerosa, menos dolorida, menos penosa, menos pesarosa. A forma? Não sei. Entendo não existir fórmula mágica para aplicar. O que tento fazer é buscar a compreensão a cada momento, fortalecendo assim a crença e firmeza de propósito, construindo e fortalecendo o caráter no dia a dia. As provações são inúmeras e ocorrem dos mais diversos modos. Amigos, conhecidos, colegas, parceiros de negócios, companheiros de atividades, familiares, enfim, a cada pouco surge uma situação que nos coloca em cheque, tecendo uma teia fina e tênue entre o certo e o mais fácil. Para que avaliemos sempre as opções sob o prisma da decência e da retidão moral, ou não. A vida, sempre nos prova. Em especial através de nossa senil e pútrida sociedade, que é mestra em tentar nos pregar peças, buscando desqualificar nossas atitudes pregressas e atuais. Questão é não se abater, manter a firmeza e postura, sem dar abertura ou possibilidade para que estes se criem ou se encham de razão. Críticas, censuras, ataques destrutivos, entre outros, sempre ocorreram sempre ocorrem e sempre ocorrerão. Sempre virão de todos os lados. E quanto mais imunes a eles nos mostremos e estivermos, pior ficam. Começam a vir de quem temos apreço, carinho, admiração. Enquanto elogios, palavras de incentivo e engrandecimento ocorrem a conta gotas. Saber disso é primordial. É essencial para podermos manter a mente leve, o coração limpo, a espinha ereta, o semblante tranquilo e seguir firmes no intento. Se dará sempre certo é uma incógnita perene. A questão é ter a consciência tranquila de estarmos fazendo nosso melhor nesse sentido diariamente, para que, a cada período ou tempo avaliado possamos ser e estar percebendo a evolução e o quanto podemos ser melhores que ontem. É a chamada constância! Cabe a nós a reflexão sincera e honesta, para cada olhar no espelho nos deixe a certeza de que vale à pena!

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Promessa paga!

Como prova de confiança extrema, por entender que é detentor de sabedoria suficiente para o momento e todo o cuidado que requer, além de acreditar piamente na capacidade de adquirir destreza e acumular experiência para manuseio, te entrego o artefato prometido. Cumpro minha promessa, feita há tempos. E me sinto feliz por podermos partilhar essa alegria. É o cultivo velado de um gosto que perpassa gerações. Mas sobretudo, não só por detenção de objetos e seus valores, te entrego sentimentos através da nossa vivência. Amor profundo e sincero, carinho intenso, admiração pela pessoa que vem se tornando e demonstrando dia após dia. Têm sido motivo de orgulho e alegrias diárias. Acima de ser inteligente e capaz, é um guri amado, querido, gentil, solidário e afável. Desejo que faça bom uso da faca, exatamente pelas qualidades que você possui. Saiba sempre, que faca não é arma. Faca é uma ferramenta que usamos para proporcionar bons momentos para nós e aqueles que nos rodeiam. Cortar carne, livrar uma amarra, apontar uma madeira, abrir uma embalagem ou invólucro, descascar uma fruta, falquejar um galho, picar um tempero, cortar uma corda. Seu uso têm como principal intuito, passar e proporcionar boas experiências, bons momentos, boas energias e bons presságios para todos a nossa volta e também para nós mesmos. Quando levar ela na cintura, tenha sempre isso como norte. Quando a empunhar, lembre disso. Esse é o sentido da existência. Ser bom, ser justo, útil e prestativo. Ser humano e correto. Tá no caminho, meu grande amigo. E no que depender de mim, seguirá. Conte comigo sempre filho. Te amo, meu guri!

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Sorrateiramente...

Conta o guerreiro que foram momentos de vida que beiram a perfeição, chegando a ser mágicos e carregam consigo o poder de se transformar em memórias ternas e tenras, que se fixam na mente e retornam a retina num simples piscar de olhos. São os momentos que partilhou acompanhado da pessoa que mais quer, daquela pela qual ansiou tempos e pretende manter junto a si por toda existência e eternidade. E se materializou frente ao tempo justamente ali. Tudo que sonhou, tudo que quis. Realização. Presente dos céus, entendeu. E sim, a resposta dele é sim. Exatamente isso. Presente e realização. O porém existente é que esse momento surreal e incontestável se fez dicotômico. O levou, por força do momento e da situação que envolve, a lhe trair. Exato. Trair a si mesmo. Pela afã do momento, pela possibilidade que se apresentou, deixar de cumprir um objetivo maior, de tino pra vida. De início de caminhada. De apresentação de uma verdade sincera para quem tanto precisa. Como protetor tácito, guardião sincero e zelador dos sentimentos profundos e verdadeiros de seu mais antigo e primordial amor, jamais, em momento algum, poderia ceder aos próprios caprichos. Por maior e mais forte que fosse o desejo, a provocação. E por mais que tudo propiciasse essa cedência, sucumbir traz suas consequências. Obvia e invariavelmente, estas tendem a não ser as mais positivas possíveis. Falhou o guerreiro. Não cumpriu sua missão. Frente a um momento concreto de tentação, cedeu. Levado pelo seu sentimento de amor profundo, pela sua natureza de macho alfa, se deixou ludibriar pelas forças baixas que rondam fortemente e a todo instante seu amor e os que lhe rodeiam. Inconcebível para quem é sabedor de tudo que realmente sabe. Sentiu pela intuição. Visualizou na profundidade dos lindos olhos somente quando já era tarde. Teve que sentir o ardor da palavra lhe cortar a carne para se dar conta. E era tarde. Sua mente reverbera: Que fez guerreiro? Como pode deixar essas forças baixas passarem imperceptíveis? Mais que isso, como não se atinar do que estava ocorrendo? Inaceitável para si mesmo. Se abala ao analisar o fato. Sofre fortemente o guerreiro. Todos que batalham sofrem. Porém, por amor a dor é diferente. É profunda. Arde, lateja e esfola ao mesmo tempo. Ele sofre quieto, como lhe cabe sempre. Sente toda a dor que isso traz, recolhe as fortes e doloridas pancadas que as palavras lhe proferem, e se resigna. Vê, a olhos nus, as feridas sangrarem o já combalido coração, se ressente, e silencia. Sabe que remoer, debater, explanar pouco ou nada adianta. Se penitencia frente ao poder maior e suplica, em oração, que possa vir a ter oportunidade de reescrever as situações, pois sabe, que sua altivez e retidão moral não lhe permitirão errar duas vezes o mesmo erro. Jamais! Isso é burrice. É insensatez. Tem dentro de si a certeza que a dor ensina. A dor é mestre. Machuca, incomoda, mas deixa aprendizados que se perpetuam. Lição mais que aprendida. Embora desnecessária nesse momento da vida. Mas... também é sabedor que as baixas vibrações agem sorrateiramente, sem escrúpulos. Usam inclusive, as janelas do mais nobre sentimento para alcançarem seu intento. Estar alerta nesses momentos é o que se deve fazer. E sim, deixar de amar não é o caminho. Apenas cumprir as missões primeiro, deleitar-se depois. É a forma, é o caminho. E assim ter a bênção das entidades de luz nesses momentos, tornando-os ainda mais especiais, ainda mais valiosos, e através disso, perpetuá-los junto a existência! Levantar e seguir com as armas em punhos é o que precisa e deve fazer. E sabe disso! Avante guerreiro! Precisam da tua luta, precisam da tua proteção, do teu zelo, do teu cuidado e auxílio no caminho!

domingo, 12 de maio de 2024

Pra sempre nossas!

 Hoje é dia de celebrar importantes pessoas! Perto ou longe, próximas ou distantes! Importa que se use a data para refletir e maximizar. Antes de ser uma data a mais, é uma grande data. Não pelo sentido comercial moldado nefastamente no decorrer de décadas. E sim pela emotividade do sentimento contido e vivido por cada um em relação ao ser. Símbolos maiores da geração, proveem o mundo de amor incondicional, ternura infinda e carinho interminável. Seres vivos dotados pelos céus de delicadeza de pensamento e finesse de atos que culminam na "produção" de pessoas de bem, cidadãos capazes e indivíduos promissores. Nos fazem melhores pelos exemplos, nos tornam mais pelas orientações e nos conduzem pelo olhar acalentador. São sagradas aos nossos olhos. Mesmo que na maioria dos momentos não saibamos e nem conseguimos expressar, são. Sempre foram e sempre serão. Únicas, fato! E por isso mesmo, pela primariedade situacional e pela indissolubilidade da ligação, têm todo nosso afeto e contam com nosso mais puro e sincero amor! E mesmo que haja momentos que parece ingrato e distantes, é genuíno e honesto como poucos sentimentos são! Tenham a certeza absoluta de serem amadas, de contarem com a admiração dos seus e de possuírem espaço inconteste em nossos corações. Não são nossas por acaso! São por nossa escolha, e temos a plena e total certeza de que foi assertiva. Escolheriamos novamente sem medo! E outras tantas vezes mais. Nossa gratidão sincera por tudo! Mas principalmente por serem nossas! Nossas mães! Feliz dia! Imenso, fraterno e carinhoso beijo em cada uma

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Novidade? Nenhuma!

Novidade nenhuma. Nada que se possa entender como surpresa. Nada que já não se tenha visto anteriormente. Enquanto 70% do Rio Grande se debate para combater uma catástrofe, auxiliado pelo país inteiro, governantes nababos, como sempre, usam a tragédia para promoção pessoal e partidária. Sobrevoam em bando os locais, fazendo um turismo de tragédia revoltante. Até aí, nada de novidade, pois abutres vivem da carnificina alheia. Conta ainda, nesse indigesto cenário, o pagamento vultuoso, sorrateiro e silencioso, feito com dinheiro público, à setores midiáticos, para que mantenham o povo desinformado e iludido em relação a veracidade dos fatos.  Em que pese, e sejamos justos, temos também os produtores de desinformação e mentira, tanto a serviço de uns, quanto a desserviço de outros. Na prática e na íntegra, o que vemos e acompanhamos, é a burocracia do estado imperando e atrapalhando, pois, o estado, entendamos todos, são pessoas à frente de instituições, autarquias e repartições. E muitas dessas, pasmem, jamais receberam treinamento. E nesse momento, as ordens, orientações e conduções são transmitidas de forma atabalhoada, deixando todos perdidos. E nesse ínterim, o cumprimento de burocracias e seus afins muito mais dificulta e atrapalha que ajuda, pois traz morosidade e ineficiência aos processos e procedimentos. Justamente num momento que se urge ações rápidas, decisões velozes e atitudes eficazes. A “bateção de cabeça” chega a ser entendível até certo ponto, face ao tamanho e dimensão da tragédia vivida. Porém, convenhamos, há que se ter ao menos algumas poucas pessoas com discernimento e capacidade de gestão e operação nessas horas. Pessoas que poderiam destravar entregas em pontos de distribuição dos donativos. Outros que poderiam organizar e gerir pontos de acolhimento, evitando os abusos de menores e adolescentes que estão sendo relatados aos borbotões pelos voluntários. Também seria interessante um mínimo de segurança, pois há pessoas que relutam em deixar seus locais por conta da ação de vagabundos assumidos, que estão saqueando tudo o que podem (Palmas ao comando da BM que convocou seus veteranos). Também, se possível, a identificação e caça aos cyber criminosos, que se aproveitam da fragilidade do momento para roubar as doações realizadas via meios eletrônicos. E, claro, aos oportunistas de plantão, que aplicam golpes nos desesperados, como falsos resgates pagos. Todos esses tipos de crime ou delito, face ao momento que estão sendo praticados, poderiam ter suas penas fortemente maximizadas. Alguns comentam e perguntam sobre as Forças Armadas. Qual a atuação? Difícil comentar. Ainda carregam consigo um ar de soberba e arrogância baseado num passado longínquo, onde eram tidos, tratados e entendidos como superiores a sociedade civil, sendo que hoje em dia não conseguem fazer frente nem aos crimes comuns, quiçá ao organizado. Vide fatos recentes. Alguns comentam que não é da sua competência. Aí pergunto: E qual a utilidade dos mesmos, então? Se quando precisamos, não atuam? Falo sobre soberba e arrogância no sentido de que se entendem, até hoje, suficientes e se bastam por si. Duvidam? Ofereçam ajuda a qualquer militar. Da mais rasa a mais alta patente, e observem suas posturas e atitudes. Podem sim, e a meu humilde ver, devem, sair de seus redutos e fazer tudo que for possível para ajudar a população. Se farão tudo o que podem ou somente o “cumprimento de tabela”, é uma incógnita, pois, infelizmente, trabalham por destinação de recursos. Nossas polícias padecem pela falta de equipamentos necessários em quantidades suficientes, e em muitos casos, também da quantidade de profissionais capacitados para o tipo de serviço necessário para atuar na linha de frente. Duvidam? Pois lhes conto: Há policiais que não sabem nadar meus amigos. E não é de seu dever diário saber isso. Salvo bombeiros e salva-vidas. Simples assim. Isto posto, de forma bem resumida, temos o já batido, porém sincero e verdadeiro “é o povo pelo povo”. Vemos a sociedade civil fortemente mobilizada. Não só nas áreas atingidas e arredores, mas no Rio Grande do Sul inteiro, e também em muitos locais País afora. Doando, organizando, coletando, entregando, distribuindo. Mais que isso, vemos pessoas “comuns” atuando fortemente na linha de frente. Literalmente “botando o peito n’água” e fazendo acontecer. E as críticas? Bem, essas sempre irão acontecer e fazem parte do mundo atual, onde qualquer pessoa tem voz, devido ao advento da internet. Ainda fico com minha forma de pensar, que é melhor ser criticado por fazer algo do que receber críticas por não fazer nada. Por isso digo, que esses empresários, essas personalidades, esses famosos que estão fazendo algo, sigam assim, que usem as críticas para se fortalecerem em suas missões e propósitos, e com isso sigam adiante cada vez melhores, pois a palavra direciona, mas o exemplo ensina e perpetua! Que bom meus senhores, que temos pessoas como vocês em nosso meio, que podem, fazem, ensinam e dão exemplo! Me refiro a todos, indistintamente. Aos daqui e aos de fora, aos de perto e aos de longe! Somos e seremos gratos longamente pelo auxílio prestado! E aos “invisíveis”, como eu, que não buscam holofotes e nem confetes, sigamos firmes, ainda há e haverá muitos milhares de pessoas que precisam desse pouco que fazemos, para retomarem e seguirem suas vidas depois que a água baixar. Mais que ser comovente e causar arrepios, essas atitudes e ações são inspiradoras, motivadoras e exemplares. Sim, servem e servirão de exemplos por muito tempo. Não só para os que estão próximos, vendo, presenciando, mas também para os que se inspiram e se motivam ao saber e acompanhar de longe as ações. A fórmula é essa moçada. Fazer! Arremangar, colocar a mão na massa e fazer acontecer! Antes de mais nada, se ninguém disser palavra, seja para o bem ou para o mal, sabemos de certeza que quem necessita ver e entender, está acompanhando de perto! Sim, Deus tá vendo. E não precisamos que mais ninguém veja. Já diz o provérbio budista que a caridade é uma ação quase egoísta, pois faz tão bem a quem faz quanto a quem à recebe! Seguimos! Cada dia mais fortes e unidos! O Rio Grande é mais forte com todos juntos!

terça-feira, 16 de abril de 2024

Como faz?

Como você trata seus erros? Seus tropeços? Suas inconveniências? Suas agruras? Suas mazelas? Interioriza, assimila e trata como munício para aprendizado? Apenas sofre o momento, reflete e deixa assim? Nem um, nem outro? Tranquilo! Tenho pra mim que aprendizado não é o que nos acontece, e sim o que fazemos com o que nos acontece. São nossas formas de ver, viver, entender e agir com as situações e momentos e também depois delas. Tanto as boas como as ruins. Obviamente, temos a ingrata capacidade nata de avaliar imensamente mais, as ruins. É de nossa natureza humana. As boas são boas, guardamos na memória e volta e meia sentimos saudades. Já as desabonadoras não são tão passageiras, nem alvissareiras. Trazem consigo um gosto por vezes amargo, por vezes insosso. Dissabores, já diz o poeta. Marcas invisíveis que vão nos talhando ao decorrer da vida, moldando nosso ser, nossa conduta, nossa caminhada. Fato é que as situações desafiadoras nos fazem crescer, desde que nos importemos e desejemos isso. Há quem não esteja muito “a fim”, e há os que nem sabem o que está acontecendo e nem o que estão fazendo. São os ditos “fazendo peso no mundo”. Nada contra, mas noção e capricho, é de graça! E assim seguimos todos, a senda que buscamos. Horas alegres, horas tristes, horas de afinco, horas de imposição, e por aí vai. Entendo que não há uma vida feliz, nem uma vida triste. O que há são momentos, de uma ordem e de outra, que nos fazem reverberar na memória as situações passadas. São os ditos filmes da retina, que se apresentam conforme ocorrem as ativações dos sistemas cerebrais. E claro, lembrar de coisas boas é muitíssimo mais prazeroso que de coisas ruins (óbvio). Porém, as ruins ficam mais firmes no pensamento, pois nos trouxeram dores, desalentos, desapontamentos, decepções. E isso, por consequência, fica conosco, caso não as tratemos. Há que se “lamber as feridas”, dar tempo ao tempo, fazer cicatrizar por dentro e seguir adiante. Ficar remoendo não ajuda, embora seja normal por alguns instantes e momentos. Mas transcender é necessário para a vida seguir seu curso. E é isso que esperam e desejam de nós, que sigamos. Adiante, aprendendo, evoluindo, sendo melhores que nossas versões anteriores. Os nossos, os que são por nós, os que nos querem bem. Os outros? Bem os outros são só os outros, e que pensam e desejam diz respeito a eles mesmos. Simples assim! Então, vamos lá! Cabeça no lugar, pés no chão, e rumando! Voltar atrás só para pegar impulso, diz um amigo meu. E é por aí!

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Julgando

A todo instante, a todo momento, somos julgados por ser quem somos. A cada segundo, estamos à mercê de avaliações de toda sorte, de todos tipos. Isso é comum e corriqueiro me nossas sociedades. Não deveria, mas é assim que ocorre. Os dedos convivem em riste ininterrupto, apontando tudo e todos, pra todo lado. Inclusive, em momentos que não estamos de vigília, fizemos também. Naqueles momentos em que baixamos a guarda na vigilância dos pensamentos, lá vamos nós para a vala comum dos julgadores. E esses julgamentos são implacáveis, são diretos e definitivos naqueles instantes. Têm o dom de decretar a verdade verdadeira do que imaginamos ser e ocorrer. Horrível, para dizer pouco sobre o caso. Os que mais julgam e sentenciam, são os que menos sabem e conhecem, tanto da vida quanto da pessoa que apontam. E é assim, invariavelmente. Pegam um momento, um recorte do tempo, uma passagem de vida ou uma ação e sentenciam de imediato, sem saber nada do antes e nem do depois. Em muitos casos, não sabem nem do durante, apenas pensam que sabem pelo que viram. Não se prestam nem a analisar se o ângulo, a forma ou o que viram é realmente o que entenderam. Paciência e espiritualização, é só o que resta para essas situações. E claro, uma boa dose de fé, para que um dia, Deus e seus feitores perdoem esse tipo de atitude. É brabo. É complicado. Mas é assim. Nada e nem ninguém está a salvo, muito menos livre das línguas afiadas e pensamentos obtusos sobre a vida de outrem. Coisas mundanas, dirão os mais elevados. Concordo, porém, nada pode nos fazer achar normal, certo ou legal conviver e viver ao lado de pessoas assim. Nos momentos que resvalamos nos maus pensamentos e atitudes, podemos também ter a humildade de reconhecer e voltar atrás, nos desculpar, primeiramente conosco mesmo, por ceder aos más influências, tanto de pensamentos como de comportamento, e depois com a pessoa, fato ou situação alvo. Exercício primário para podermos evoluir e ir adiante na escalada da vida, tentando ser melhores pessoas e entes sociais. Não estamos livres e não somos melhores que ninguém. Apenas tentamos ser melhores que nós mesmos, e dessa forma sermos melhores para os outros, para os que nos rodeiam e conosco convivem. Não sei se essa é a receita, e nem sei se existe receita, mas é a forma como vejo o caso. Única ressalva, é que há que se permitir entender que estamos julgando, não apenas “falando”, como muitos usam de desculpa para autodefesa. E, caso tenha acontecido entre eu e você, te peço imensas desculpas e sincero perdão pela atitude. Da mesma maneira que cuido e zelo para que jamais volte a fazer. Digo isso por saber e ter vivido situações onde não só fui julgado, como também fui sentenciado sem nem saber o porquê de tudo. Depois, passado tempo, fiquei sabendo e entendi que tudo se originou porque eu apenas fui e segui sendo eu mesmo, enquanto esperavam, idealizavam e projetavam outro. Bem complicado. Pior ainda por saber que jamais fiz ou desejei mal a alguém, jamais faltei, jamais fiz pouco, jamais deixei a desejar, jamais deixei de lutar, jamais deixei de batalhar. Sempre dei a cara à tapa e sempre assumi o que me tocou. Em alguns casos, até mais do que deveria. Jamais deixei “a peteca cair”. Fosse o que fosse, fosse no que fosse, eu estava ali, e sigo estando. Eu não fujo, eu não desisto, eu não paro e não abandono. Eu fui e sigo sendo forjado pela "templa" antiga. Com muita fé, amor de sobra, e trabalho árduo e incessante, tanto para prover quanto para lapidar a si mesmo e quem de nós depende. Aprendi a ser homem por inteiro, não só quando convém. E mesmo assim os julgamentos ocorrem. Como sempre digo, Deus tá vendo, e isso basta! A esses ávidos julgadores, peço apenas que o Pai Maior os ilumine, permitindo olharem para dentro de si. E se não for essa a sua vontade, que vocês ao menos possam orar por nós, para que possamos ser tão bons quanto vocês imaginam ser. E se caso nada disso for possível, seguimos. Em outra oportunidade, quem sabe, consigamos todos rever nossos comportamentos. Muita luz à todos!

quarta-feira, 20 de março de 2024

Horizonte da vida

Quando se desnuda no horizonte

Clarão de um novo dia a vingar

Silvos e cantos o silêncio a recortar

Fazendo graça com o vento no reponte

 

O alvorecer, muitos encantos nos oferece

Bênçãos divinas atendendo nossa prece

É a história que tece capítulos solitários

Anotando a vida em seu invisível diário!

 

A vida oscila mansa, os dias e noites

Em seus recortes temporais exatos

E faz de cada um seu próprio relato

Para lembrar os feitos em seus açoites

 

Transcorre o tempo, as épocas mudam

Emulamos a vida, em sutis recomeços

Somos sempre nossos próprios endereços

Pois todos os momentos nos transmutam

 

As marcas conosco ficam, jamais se apagam

Fazem por nos identificar, nos apresentam

No nosso viver, com maestria se assentam

E por serem nossas, únicas, jamais nos largam

 

Resta saber delas tirar aprendizado

Vivermos livres, felizes, completos

De realizações e afetos, repletos

Entendo o caminho e ritmo do bailado

 

Pois o destino de todos é amar e ser feliz

Por mais dificuldades que se apresente

Um dia, todas ficam pra trás, realmente

É o que o Grande Sábio sempre nos diz!

quinta-feira, 14 de março de 2024

Flor Morena

 Hoje seria aniversário. Escutaria sua voz firme, doce e tranquila como sua personalidade. Receberia as felicitações feliz e levemente comovida, sorrindo plena e altiva, como sempre foi. Sempre a defini com uma só palavra: Amor. Vi, vivi e presenciei poucas pessoas praticarem o amor em atos e gestos como ela. Seu jeito único, dotado de firmeza, impregnado de abnegação sincera em tudo que fazia eram não só um exemplo, eram também contagiantes. Pessoa ímpar, que não só deixou um vazio pela ausência após partir, como também deixou uma lacuna difícil de ser preenchida, devido a sua grandeza como pessoa. Faz falta. Faz muita falta. São os ciclos da vida, bem sabemos. Nos toca aceitar e compreender. Esse aceite fica mais completo quando junto a compreensão, o coroamos de entendimento de seus exemplos diários de cuidado com todos, de doação do próprio tempo em prol de outrem. Talvez isso possa nos demonstrar ainda, o tamanho e profundeza da sabedoria que continha e colocava em prática. Era sensacional. Se colocava nos ambientes de forma definitiva. Literalmente, definia. Não titubeava. Era do tipo “pá-pum!” Sem muita “lenga-lenga”, como ela mesma dizia. Hahaha. Reunia a família com maestria e alegria. Participava, incluía. Agitava e mexia com o povo. Tinha não só o ímpeto de guerreira. Tinha tudo. Combateu as asperezas da vida sempre de peito aberto, sem recuar e sem se entregar para os medos e receios. Venceu todos os obstáculos que a vida lhe colocou no caminho. Batalhou sozinha a incessante guerra da existência durante muito tempo. Sempre a pra sempre, um grande exemplo pra todos nós! Nos resta, diante de tudo, a certeza de que hoje, esteja onde estiver, está bem, está em paz, com coração e alma leves e tranquilos, desfrutando das benesses de amor, cuidado, zelo e carinho que tanto plantou enquanto aqui esteve. Aqui seguimos, levando adiante o legado que nos ensinou e deixou. Espalhando amor em gestos, ações e palavras, como sempre fez! E com a imensa vantagem de ter alguém com tanta luz a olhar por nós! Feliz “cumple”, flor morena!  

Descanso tranquilo

Nos mais vazios dias vividos

Estoura o peito a ausência

Pra quem tem na essência

Sentimentos bem resolvidos

 

Mão do tempo, espalmando

Gesto simples a questionar

Parecendo mesmo se preocupar

Que fazes, solito, andando?

 

Deveria saber ele, de tudo

Entender as simples escolhas

Assim como quedam as folhas

O destino, golpeia topetudo

 

A cada mate bem sorvido

Aventa ideias de esvoaçar

Emalar poncho, gauderiar

Mas há compromisso assumido

 

Ganhar léguas, estradear

Vai ficando pra mais adiante

Embora ninguém garante

Que adiante, cá vamos estar

 

Nos resta hoje, aqui e agora

Para viver, ser, sentir, estar

Tocando, tenteando onde rumar

Sabendo como se revigora

 

É a vida, sem nenhum rascunho

Cobrando mansamente o legado

De quem já chegou destinado

A viver da força do próprio punho

 

E assim sucedem nossos dias

Buscando conforto na solitude

Entendo a vida e sua face rude

Pra quem se nega à covardia

 

Mais dura se torna a rotina

Mais forte o açoite arde

Do descansar sem alarde

De uma consciência tranquila

domingo, 10 de março de 2024

Sempre há motivo

O amor não nasce de graça

Nasce antes de cruzar o olhar

Pois olhando fundo sem mirar

O espírito achega e entrelaça

 

Ao mirar a fundo teu olhar sutil

Nossas almas se reconhecem

Os pensamentos se aquecem

Coração dispara, bate a mil

 

Te ouço falar meu nome

Incrédulo, desacredito

Teria mesmo dito?

Dos ouvidos matado a fome?

 

Muito tempo ainda irá passar

Regar a semente, ver surgir

Palavras amealhar, redarguir

Testemunhar ações, verificar

 

Por certo, poderemos pensar

Apaixonar, queimar, arder

Sem razão alguma nos conter

Estarmos livres para amar

 

E com estupenda força surge

Sentimento maior, abrangente

Que deixa sempre saliente

A linda face que a vida urge

 

Amor verdadeiro, correspondido

No olhar, no tocar, no sentir

De momentos tantos por vir

A dois, pra sempre, desmedido

sexta-feira, 8 de março de 2024

Gateada Tentação

 


Pela linha do tempo, que nunca se apresenta reta

O destino, teimoso e ladino, vem nos surpreender

Escrevendo sutis fatos, perdido num entardecer

Enriquecendo, marcando e deixando a alma completa

 

Por escolha, quis o destino, que se faça só

E só, os acontecimentos trazem seu regozijo

Pois bem como nos salientava em versos, Don Clavijo:

Na vida, melhor curandeiro dos tombos, é o próprio pó

 

Levantando da mangueira, pelo tendéu, faz esquecer

Esvoaçando da estrada, a constância faz repensar

Rebojando pelo galpão, o aconchego faz descansar

Repousando num corredor, a tropeada ajuda a engrandecer

 

E assim fez mais uma de suas surpresas buenaças

Desembarcando nas casas, pingo de fundamento

Daqueles que se dá valor, com todo consentimento

Pois Tentação é gateada, desenhada e das mais lindaças

 

Surpreende positivamente pela sua enorme mansidão

Apresenta temperamento tranquilo e calmo, genuíno

Daqueles que dificilmente se encontra num equino

E traz ainda uma estupenda e total vaqueira aptidão

 

Vem garbosa pra cancha, sai no brete bem à passo

Corre como poucos, procurando a rês e murchando orelha

Faz o serviço ficar mais fácil, e a cancha mais parelha

Vem repontando com graça e se ajeitando pro tiro do laço

 

Vez por outra, gaviona na invernada, faz parte da vida

Mas entrega a cabeça pro buçal, e vem cabresteando

Pois gosta do serviço, e sabe o que faz, campereando

Não se apavora, tem presteza e gosta da lida

 

Foi domada com total perícia e extrema delicadeza

Deixando pronta pro serviço, atendendo o comando

Obedecendo a perna e o freio, nunca refugando

Pra não precisar sentir, da roseta, a aspereza

 

Presteza, rusticidade, índole, temperamento

Esses são os pingos que definem, boa criação

Apresentam além de bom porte, garbo e função

Entregando ao mundo, animais de fundamento

 

Assim se procede em criatórios vitoriosos

Sempre apresentando animais prontos, de ponta

E há tempos, Augusto Pestana nos conta

Que a Cabanha Sede Velha, só larga vistosos

 

Na estiva, campo e lida terminam o apronte com calma

Empregando com paciência, no seu ritmo, rusticidade

Agregando valor ao que já vem pronto, pela tipicidade

Ficou bem lapidada, pingaço de campo e alma!

segunda-feira, 4 de março de 2024

Me emocionei



Era hora do mate, da calmaria, de sossegar o garrão. Guri estreava no rodeio, pela primeira vez indo e ficando dois dias ali, envolvido, envolto. Aprendendo, perguntando, tendo curiosidade sobre tudo. Bem normal, bem dentro do esperado. Além de ser esperto, é de uma índole e comportamento admiráveis. Achou logo um lugar diferente pra observar melhor tudo o que acontecia. Subiu no caminhão boiadeiro e sentou para ver tudo de cima, ampliar a visão. “aqui de cima dá pra ver mais longe e melhor”, disse ele. Não se sentiu confiante para laçar. Deixei à vontade. Quando quiser, que vá! Me juntei a ele no fim de tarde, depois de atirar umas armadas, experimentar a égua e sentir confiança no pingo, me restou tratar bem, banhar, oferecer água pra debelar o calor insuportável e alimentar a contento a parelha. Conversávamos, ali, em cima do caminhão, ele empolgado, me relatando os fatos vivenciados no dia, me perguntando as dúvidas que iam surgindo, e comentando sobre os acontecidos. Era hora da ave-maria do rodeio. Momento sempre ímpar, diga-se de passagem. Narrador mandou bem, extraindo emoção e deixando boas palavras para o público. Nesse momento, estávamos um tanto distantes, muito devido ao calor intenso. Ao prestar atenção nas palavras ditas ao microfone, me aproximo dele, abraço e beijo, como sempre, porém, devido ao momento em si, me emociono, me engasgo, lacrimejo. E pra minha surpresa, com ele ocorre o mesmo. Momento sutil, porém único e marcante. Como bem disse meu amigo Felipe de Freitas, a correria e os problemas do dia a dia são tantos, que nos esquecemos de visualizar e entender as bênçãos que temos diariamente. Parabéns Felipe! Sou fã do teu trabalho e tu é sabedor disso. Grande e forte abraço irmão! Me tocou em um momento importante pra mim. Por força de diversos fatores, nunca tinha tido a companhia do meu filho num rodeio. Tive nesse, e graças à Deus, foi tudo lindo. Foi tudo espetacular. Pra mim, foi uma daquelas memórias que jamais se apagarão. Como qualquer Pai, ver a empolgação do filho pelas atividades que amamos e trazemos arraigados em nosso ser é indescritível. É inebriante. Voltei pra casa com as melhores sensações possíveis. Meu coração ecoa gratidão e amor. Eu gosto de rodeio, há décadas. E não é só pelo laço, pois sou o tal do perna de pau na laçada, embora goste bastante de correr boi. É por toda atmosfera que se cria. Estar entre amigos, estar junto da família, conhecer e firmar parcerias, sempre com bom humor, ouvindo música, dando risadas, lidando com bóia e assado. Sai caro, mas é recompensador. Se bem que caro, é perder um filho pra outras tantas coisas que não prestam. Caro, é ter que lidar com doença, que além de esvaziar o bolso, seca a energia e vivacidade. Caro, é comprar remédio. Caro, é ter a vida esvaziada, sem sentido. O restante corremos atrás e damos jeito aos poucos. E vamos indo. Gratidão sincera a vida, aos nossos orixás e guias, por tudo que tem nos proporcionado, por tudo que tem nos brindado. Que continuemos a fazer por merecer essas bênçãos. Só nos faz bem. Só nos engrandece, só nos deixa cada dia mais gratos, felizes e completos. Vamos por mais! Sempre!