sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"Empezando" novos rumos!

Tanta coisa se passou em tão pouco tempo, que parecem muitos meses que to por aqui...
Quando se opta em mudar bruscamente tudo, é assim mesmo que acontece...
E faz menos de um mês meus caros! E eu achava que na capital o tempo voava.. tsc, tsc, tsc...
Mas me sinto bem, tô numa boa. Confesso que desejaria estar melhor, mas não posso dizer que não estou bem, seria injustiça.
Tenho onde morar, tenho o que comer (Salve às Sogras!!!), e principalmente, to "quase casado", hehehe. Mas to feliz com o que tenho, com o que estou vivendo. Tenho trabalhado bastante, é desgastante, são contatos, telefonemas, contas, finanças, contratos, reuniões intermináveis, debates, palestras, discussões, explanações, jogo de cintura, trâmites políticos, trâmites sociais, ideias, organiza, corre, atende, verifica, vai atrás, assina, calcula, repassa, fecha, documenta, e por aí vai, mas é algo que tem me trazido muitos aprendizados, de muito valor! É aprendizado diário, como tenho dito à quem pergunta! Mas tá bem bom, to trabalhando junto de quem sabe e entende das coisas! Sendo bem redundante, o cara é "o cara"!
Isso sem falar no tititi que a curiosidade alheia proporciona, ainda mais em cidade pequena, mas pra isso não dou bola, tiro de letra! E se quiserem falar, falam de qualquer jeito...
Bem verdade é que minha rotina mudou, to naquele trinômio casa-trabalho-casa, mas até isso tá sendo bom, podem acreditar!
Tenho me reunido com os amigos volta e meia, atiramos umas cordas, fizemos um assado, batemos papo, sobra até pra uma gelada, pois ninguém é de ferro...
Continuo sentindo saudades da família, pois apesar de a distância física ter diminuído, ainda não sobrou tempo pra reaproximação que penso, mas tudo bem, tudo tem seu tempo, sua hora.
Também não consegui curtir a parceria da antiga lá de T.P., nem ir num rodeio acampar, passar uns dias, esquecer da vida, mas pra isso tenho tempo! Agora é hora de dar o melhor no âmbito profissional, fazer acontecer, mostrar serviço! O lazer se ajeita facilmente.
O que tenho por certo no coração e na mente é que sinto saudade forte de quem ficou mais longe, de quem fez parte de uma boa etapa, acompanhou de perto passos importantes, auxiliou na caminhada e deu suporte pra reerguer dos tombos e continuar no caminho.
Graças à Deus, tive a sorte de achar alguém pra "tapar" de carinho e amenizar as agruras do dia a dia! Todo mundo tem as suas, então, sem choro! Cabeça erguida, sorriso e fé!
À ela minha mais sincera gratidão e apreço pelo tudo que faz por mim!
E vamo que vamo, que o tempo não para, a terra consome quem anda sem rumo, e bem como diz a letra: "... quem vira mundo não para, nem tampouco desanima..."
Por hora é isso!
Grandes beijos e abraços

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Carta Aberta!

É tanta coisa pra falar que não sei por onde começar. É tanta gente pra lembrar, que posso cometer o pecado de deixar sem citar várias. Mas é assim, fazer o que...
Vim “parar” aqui totalmente sem querer, inclusive contra a própria vontade, mas foi a opção, então, sem remorsos, sem lamentos! Passei por várias situações, por muitas provações, tive inúmeras privações, mas tudo acabou sendo positivo, tudo!
O que vivi aqui, nesses cinco anos, foi balizador, foi aprendizado, amadurecimento, crescimento. Foi, acima de tudo, positivo, bom, sem a menor dúvida! Mas não é aos momentos que quero me ater, e sim às pessoas que me proporcionaram essa vivência.
Esses sim foi o que de melhor me aconteceu. Foram o melhor presente que a vida poderia ter me dado. Esses são o que levarei e guardarei como tesouro, sempre junto comigo. Sim, pessoas! Antes de tudo seres humanos, primeiramente meros desconhecidos, alguns familiares, outros não, mas depois amigos, companheiros, parceiros, irmãos! Nunca imaginei que poderia encontrar pessoas assim pelo caminho, simples, honestos, confiáveis, com princípios e valores fortes, admiráveis.
Daqui, levo esse aprendizado ímpar, levo o que de melhor a vida tem a nos oferecer, o contato, o convívio, a cumplicidade. Levo o espanto de ter feito uma vastidão de amigos, de ter tido a sorte de encontrar algumas pessoas dessas que a gente chama de “pra vida toda!” Essa é a melhor fortuna que um homem pode ter, família e amigos.
Muitos de vocês podem não saber, pois talvez eu mesmo nunca tenha dito a vocês o quanto cada um é importante pra mim, o quanto prezo pela minha família e meus amigos, o quanto zelo pra que isso e esses não se percam ou caiam em “vala comum”. Tenham essa certeza, vocês são o bem mais valioso que eu tenho, o que eu mais zelo na vida!
É impagável poder ir a qualquer canto do mundo e saber que se pode bater em qualquer porta e ser bem recebido, bem tratado. Não é possível mensurar a alegria que sinto quando ando por esse mundo e de repente me encontro com alguém e esse encontro é festejado reciprocamente. É também incalculável a euforia que sinto quando há alguma festa ou evento marcado e tenho a certeza que encontrarei um ou muitos desses nela.
Espero ter tido com vocês um mínimo de reciprocidade, deixado algo de bom, feito algo que faça diferença na vida de cada um, ter sido bom amigo, bom companheiro, bom parceiro, em cada nicho de convívio que participei, que fiz e tomei parte, por pouco ou por muito tempo.
Galera, a todos, sem exceções, muito obrigado! Fiquem com Deus! E to ali do lado, se precisarem, é só chamar que to junto!
Contem comigo sempre!
“Aquele” abraço!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Que coisa...

Tchê, te conto! Eu sinto saudades dos meus amigos!
Pois é... Eu sinto! E veja que moro com alguns deles
E vejo muitos com freqüência, mas mesmo assim
Até desses tem dias que me vejo com saudades
Imaginem então os que fico tempos sem ver...
Saudade de sentar numa roda com eles, com tempo
Perder horas e horas com papos furados e sorrisos
Escutar e contar piadas bestas, histórias sem nexo
Criar hipóteses esdrúxulas, bolar contos infundados
Repetir trovas, rememorar cantorias, escutar um bom violão
Admirar o som da gaita, sentir o requebro do pandeiro
Tomar cerveja, beber whisky, provar caipira, degustar vinho.
Ficar ao redor do fogo de chão, Deixar o fogão à lenha fumegando
Com a chapa vermelha e as labaredas saindo pra fora
Colocar a churrasqueira pra fumacear, espetar bem no jeito
Observar as panelas fervendo, o cheiro envolvendo até a alma
Distribuir o baralho, jogar os dados, dividir as fichas
Procurar caneta, “achar” um papel, anotar resultados
Ligar o som alto, dançar conforme tiver vontade,
Soltar gritos, ficar aos pulos, dar muita risada, todo mundo
Sentir o que é ser livre, na íntegra, sem exceções
Assistir futebol na TV, em bando, uns torcendo, outros secando
Jogar uma sinuca no bar, bebericando algo “diferente”
Comer um xis no boteco, ou um pastel na maloca, coca acompanha.
Ir pro trabalho, distribuir cumprimentos, estar numa boa
Tocar a rotina de forma leve, salutar, despacito
Ouvir o telefone tocar, atender e valer à pena
Combinar um acampamento, um rodeio dos buenos
Fazer uma viagem de férias, ir pra praia, pro campo
Sempre bem acompanhado, ladeado de irmãos
Matear no alvorecer e na tardinha, com boa erva
Tanto em casa como fora, na cidade ou no campo
Na capital ou no interior, no centro ou na periferia
Ter, em cada momento, a cada situação da vida
Alguém junto, pra dividir, partilhar essas bênçãos
Sendo familiar ou não, que seja, ao menos um bom amigo!
E eu sou sortudo, agraciado, tenho dezenas desses!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Iluminai!

Consideramos equivocado dizer que sentimos saudades
Saudades sente-se do que se viveu, do que se passou
De ti sentimos falta! Sim, falta! E uma falta enorme!
Condizente com o tamanho da tua pessoa!
Nos faz falta teu jeito elegante, meigo e singelo
De chegar quieta, sempre bem asseada, bonita
Ser bem recebida e bem tratada, praticamente ovacionada
Nos fazem falta teu bom humor e alegria
Características ímpares, marcantes em ti
Que faziam reunir ao teu redor nós, às dezenas!
Nos faz falta teu olhar acariciante e sincero
Que mesmo sem palavras, apenas com expressões faciais
Diziam muito mais que pensávamos saber
Fruto da sabedoria e experiência acumulada
Exteriorizada por um olhar simples, mas profundo, penetrante
Que aguçava o pensamento e nos trazia fortes ponderações
Nos fazem falta tuas repreensões e desaprovações
Pois por elas sempre fomos bem guiados
E sabíamos que com elas vinham também
Os elogios e aprovações quando de nossos acertos
E esses.. Bem... Esses eram tudo que queríamos!
Nos faz falta tua sede de vida, teus exemplos cotidianos
Sim, todos eles! O bem viver!
Sempre nos deixaste muito claro o que eras
Esse teu singular conceito próprio
Lembramos a cada pouco tuas sábias palavras:
“- Cada coisa no seu momento e na sua ordem...”
Trabalhar, estudar, se alimentar, dormir, se divertir
Provar cada parte das boas coisas que a vida tem
Cada uma delas, quando assim se apresentarem!
E por ter como “norte” teus ensinamentos
É que hoje, passado um ano que nos deixaste
Entendemos que até nisso foste sabiamente superior
Nos proporcionou um século de aprendizado,
De companhia inigualável, de convívio harmonioso
E agora, que nos empenhamos em levar adiante teu legado
Em nossas humildes preces, pedimos que continues a nos iluminar
Para que tenhamos a sabedoria e o discernimento necessário
De manter firme a união e a amizade, o companheirismo e a parceria
Que conduzem ao caminho da felicidade e satisfação
Bem como vimos e presenciamos tu sempre fazer!
É com alegria e satisfação que notamos que estás ainda presente
Ficou a presença da ausência, o espaço vago, todo teu
Em nosso meio, nossas mentes, nossos corações
Nos faz falta tu, Dona Plácida, por tudo que foste
Por tudo que trouxeste, por tudo que representaste!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em vão

É nas pequenas coisas,
por vezes vãs,
que às vezes a gente não vê.
Vozes, ventos, tempo. Volátil.
Nelas, fragmentos que vão e vem
e voltam, ou não.
Nelas, com elas, coisas nossas tantas,
invisíveis, em vão.
Voam, livres...
por ai.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Me larguei no mais!

Aparei a barba, cortei o cabelo, tomei um banho
Me olho no espelho, confiro, tá tudo certo
Dentro do possível, é claro, essas ações não fazem milagres
Penso no que tenho feito e no que tenho vivido
Me pesam as distâncias, me limita a conta bancária
Me atordoa a saudade, me aconselha o juízo
Fico parado, com o pensamento vazio
E num repente, jogo roupas na mochila
Confiro a carteira, pego chaves, telefone
Óculos de sol e boina, calço as botas e me vou
São mais de sete horas no brilhantão
Uma criança chora estridentemente, sem parar
Eu, que nunca sinto dor de cabeça
Até por isso to acometido nessas alturas
Paradinha básica no restaurante mais caro do percurso
Uma água, um chocolate, poltrona de novo
Do meu lado uma senhora com pouca educação
E nada de papas na língua, uma filha sem noção
E a neta, que era meu medo ao embarcar
É a única que passa despercebida a noite toda
Depois da parada e do “assalto”
A viagem segue tranqüila, pego no sono
Acordo na rodoviária de destino, de supetão
Ligo, me buscam, chego seco por um mate
Atropelo o povo dentro de casa
Enquanto mateio, arrumam “as coisas”
Carrego tudo, e vamos pra estrada de novo
Agora muito bem acompanhado
Conversando pra passar o tempo
Carro zerado, primeira vez na estrada
Vou na manha, sem forçar, e a patroa de olho
Só chia no quebra molas por causa da sacudida
Essa pegada é curta, coisa de hora, hora e pouquinho
A estrada tá semi deserta, chove forte em alguns pontos
Chegamos cedo da manhã, de surpresa
Meu povo de mate na mão, recém acordando
Primeiro se surpreende, depois sorri, alegre
Partilhamos o mate, conversamos vagarosamente
E no mais, sai o primeiro assado gaúcho
Carne buena, suculenta, saborosa
Na noite se repete, e se estende por ela adentro
Família reunida, ê coisa linda!
E quando acontece no de improviso
A sensação que se tem é de que fica mais gostoso!
Retornei com a alma leve e o coração aquecido
Menos mal que na volta viajei tranquilo
Porque vim com o estômago “pedindo água”
Me desacostumei com toda essa fartura
Mas não dá nada, faz parte!
Logo, logo to indo de novo!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu troco!

Paredes, calçadas, ladrilhos, vigas, elevadores
Persianas, interfones, condomínios, porteiros
Barulho constante, congestionamentos
De veículos e de pessoas, correria
Gente de todo tipo, todas tribos, todos grupos
Atividades de todos os gostos e estilos
Opções gastronômicas para todos sabores
Ar pesado, poluição visual e sonora
To cansando disso tudo!
To mais pelo meu chão colorado
Tranquilidade, calma, sossego
Convívio pacífico, tempo para o simples
Chimarrão na tardinha, canto de pássaros
Amanhecer com cheiro de natureza
Rotina intercalada, tempo sem pressa
Cachorro, cavalo, campo, jardim
Casa, pátio, pomar, terreno
Rodeios, viagens, cumplicidade
Eu e meu amor! Já me chega!
Não quero mais nada!