sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Demais Nunca é Bom...

O momento tem sido de hiperexposição midiática a fim de chamar todos os holofotes possíveis para assuntos de tolerância e preconceito. Mais precisamente sobre negros e gays. Preconceitos e discriminação existem, são mazelas sociais, tem efeitos maléficos e dolorosos para quem os sofre. E estão longe de acabar. Porém, da forma descompromissada, fútil e infantil como vem sendo tratada pela mídia e por seus influenciáveis, tende a piorar. Cito exemplos: Usaram uma menina de bode expiatório para um caso de ofensa. Detonaram a vida dela, como se ela tivesse sido a única em todo um estádio a insultar um jogador em campo. E, diga-se de passagem, o tal jogador foi tão ou mais preconceituoso ao taxar toda a população de um estado como racista e facciosa. Se bem que não pode se esperar muito dessa honrosa classe trabalhadora. No momento se discute a questão da realização de um casamento conjunto nas dependências de um CTG onde um dos casais é gay. Louvável atitude a de auxiliar a união de pessoas que se querem bem e pretendem estender este amor por toda a vida. Que alcancem seu intento e sejam abençoados por isso. Porém, CTG é um local com uma carta de princípios, onde se segue um padrão tradicionalista. E dentre eles está a tradição familiar costumeira, ou seja, Pai, Mãe. Sem Mãe e Mãe e sem Pai e Pai. Simples assim. Se é errado queimar o CTG por causa disso? Óbvio! Mas, entendam, isso é uma afronta aos associados da entidade. Uma provocação. Colerizados pela arbitrariedade da juíza que ordenou a realização do casamento em suas dependências cometeram um erro. Grave. E devem ser punidos pelo que fizeram. Um erro não justifica o outro, seja ele como for. Sem essa de homofobia, intolerância, preconceito. Cada um no seu quadrado. Cada coisa no seu lugar. Ou teremos bateria de escola de samba tocando em funeral de chefe de estado? Baile funk na assembleia legislativa? Culto islâmico em Igreja Católica? Bumba meu Boi em culto Evangélico? Timbalada na ópera? Cada coisa no seu lugar, cada um com seu cada qual, como ensinava minha avó. Toda situação tem limites. Isso se chama respeito. Meu direito termina onde começa o do próximo. Na real, a coisa toda tá ficando forçada. Ou você curte os gays ou é preconceituoso e homofóbico. Por quê? Não posso simplesmente aceitar, conviver e tudo bem? Tenho que achar bonito, apoiar e incentivar? Não! To fora! Não curto, não apoio, e não incentivo! Quer? Vai fundo, assume e aguenta a barra. Não vou deixar de ser amigo, de conviver e tudo o mais, mas não vou erguer bandeira. Sou homofóbico por isso? Sou preconceituoso por agir assim? Pensem como quiserem. Eu sou assim. Respeito minha gente, é isso que tá faltando. Se quiserem ser respeitados, precisam respeitar. Conheço vários casais gays que nunca tiveram problema de relacionamento algum. Exatamente por saberem manter o respeito com todos. A situação já é diferente em relação aos negros. Não fizeram nada de desrespeitoso a ninguém, e em muitos casos são ofendidos só por existirem. Mas também tem muita coisa forçada aí. Há anos atrás presenciei uma situação que ilustra bem o caso. Os caras são amigos, se conhecem de longa data, tão sempre tirando um com o outro, até que numa dessas, no meio da rua vão os dois, naquela gozação, e um solta: - Aí Negrão, tirando onda com a loirinha! Ao que o pedestre que vinha em sentido contrário, nem branco, nem negro, diga-se de passagem, ataca o destinatário da mensagem o segurando pelo braço e vocifera de dedo em riste: “- Você não pode aceitar esse comportamento racista! Não deixe que te diminuam por ser negro! Dê um basta nisso!” Ao que o rapaz solta seu braço da mão do pedestre e explica calmamente: “- Ele não está me ofendendo. Ele é meu amigo, a gente está brincando. E eu sou negrão mesmo, que mal tem ele me chamar assim?” Bastou para o pedestre se enfurecer e insultar o rapaz: “- Fica acobertando esses racistas e você vai se dar mal, seu f*******”. É o que digo, cada coisa no seu lugar, cada situação em seu contexto. Não que não seja um mal a ser combatido, uma grande luta a ser vencida, muito pelo contrário. O que temos que fazer é entender como cada situação se desenvolve, como cada ato se gera e qual seu resultado ou sua consequência. A base de tudo se chama respeito. Igualdade se origina daí. Só chegaremos a um nível satisfatório de igualdade se carregarmos e utilizarmos em nossa vivência do dia a dia o respeito como premissa básica. Em todos os aspectos. Simples assim! Aí não teremos CTG’s queimados, associados insultados, negros oprimidos e nem brancos opressores. Seremos todos cidadãos que convivem e respeitam os limites de cada um. Mas até isso se tornar minimamente possível, vamos dialogando, sempre surge efeito! Isso sem falar em bullying, que virou modinha de uns tempos pra cá. Como se ninguém nunca tivesse sido alvo de chacota quando criança e adolescente. Brincadeiras “sem noção” são normais nessa fase da vida, e na maioria dos casos quem é “zoado” hoje ajuda a “zoar” amanhã. É assim e é normal, faz parte da vida em grupo. O que não podemos é maximizar todas as situações. Hostilidade, agressividade e isolamento dos demais sim, tem que ser tratado diferente e com rapidez e eficácia. As demais brincadeiras e seus desdobramentos são normais, corriqueiras e irão continuar acontecendo. Simples assim!

domingo, 24 de agosto de 2014

O Pior do Pior!

Quando li e escutei a notícia fiquei em um estado de incredulidade tamanho que fui pesquisar a respeito, pois não conseguia acreditar no que via. Torcedores fazendo coro para “comemorar” a MORTE de um ex-atleta, ídolo do arquirrival como forma de provocação?!?!?! Pelo amor de Deus, em que nível chegamos? Que baixaria estamos vivendo em nossos estádios? Que tipo de gente está indo até os estádios ver futebol? Já não é suficiente rolar solta a droga, já não basta marginais e bandidos estarem usando as organizadas dos clubes para promoverem a desordem acobertados nas “bandeiras” dos times? Ontem inauguramos um novo degrau no rumo ladeira abaixo de nossa histórica futebolística no que tange as torcidas: o da baixaria a qualquer preço, da falta de educação extrema, da desonra e do desrespeito completo perante o rival! Muitos irão comentar na tentativa de atenuar o fato: Tu é Colorado, por isso ficou indignado. Enganam-se! Com certeza isso pesa na forma de análise. É inegável. Porém, fiquei estupefato com o que e como a manifestação ocorreu. Minha gente, a família enlutada estava no estádio, viúva e filhos. Pequenos, crianças. E débeis mentais batendo palmas e gritando como se a morte de um homem fosse motivo de comemoração. Sinceramente, isso é repugnante. Nem com a pior das ideias em mente alguém é capaz de praticar um ato tão inclassificável. Pessoas como essas, que participaram dessa manifestação são escórias, lixo humano. E como tal, praticaram um ato covarde, se escondendo em meio à multidão para atacar, ferir e machucar o sentimento de gratidão, de admiração e de idolatria de toda uma nação. Deram-se mal. O ato foi tão baixo, pegou tão mal que até seus pares se ofenderam e se indignaram. Igualmente ao que aconteceu quando abobados ostentaram um cinto de segurança quando Dener faleceu em acidente de automóvel. Conheço e convivo com inúmeros gremistas, e vi e ouvi de centenas deles a revolta com tal comportamento. Muitos partilham de minha opinião, inclusive, afirmando que para se ter um comportamento desses é necessário ser muito covarde, muito lixo mesmo. Pessoas como estas deveriam ser identificadas, punidas e seus nomes e sentenças divulgados, para que os bons exemplos possam prevalecer e ser conhecidos de todos. Mas isso é querer demais. Rivalidade não é e não pode ser confundida com inimizade, nem com rixa ou qualquer outra que acabe em violência, pancadaria e quebra-quebra. Esporte é alegria e superação, mas em nossos estádios isso só será possível quando, infelizmente, tivermos jogos com torcida única. E é onde acabaremos. Nossas torcidas não sabem viver a rivalidade, não conseguem mais ver o lado bom do ganha e perde, tampouco conseguem sentir o prazer em visitar a casa dos outros. É lamentável, mas é a mais pura verdade. Voltando ao fato da tripudiação com a morte de um ídolo, nada mais que lamentável e repugnante! Coisa de pessoas muito, muito covardes e sem qualquer pingo de educação, consideração e respeito! Lixos escondidos em meio à massa, onde insetos se julgam leões! Me desculpem se estou sendo veemente em demasia, se estou sendo deselegante na forma de colocar as palavras, se beiro à falta de educação ao taxar estas pessoas, mas minha intenção é apontar o dedo, encostar na ferida e demonstrar a indignação contra um ato coletivo de mau gosto, ofensivo, desonroso, que empobrece o esporte em nosso já combalido, denegrido e abandonado estado! Finalizando, digo que sim, Fernandão morreu. Quando vivo era ídolo, agora é lenda. Está imortalizado na história. E por ter sido quem foi, ter feito o que fez, merece respeito e consideração, assim como sua família, sua viúva e seus filhos ainda crianças.

Todos em UM!

Pai. Só três letras e uma infinidade de definições. Termo gasto, usado, amarrotado, quase esgotado e sempre na crista da onda, sempre em voga, sempre na moda! Pai é o herói da infância, o exemplo da adolescência, o guru da juventude e o amigo sincero e infalível da vida inteira. É o homem que melhor nos conhece, que sabe de nossos segredos velados, que entendeu desde sempre nossas falhas, que se sujeitou corajosa e honradamente aos nossos piores erros. E que mesmo com isso tudo não se furtou em passar adiante seu melhor, em transmitir incansavelmente através de atitudes, gestos e palavras tudo de bom e correto dentro do que lhe era possível. Amparando nossos passos, evitando nossas quedas, equilibrando nossas caminhadas. Empenhado em formar nosso caráter, sempre orientando entre o certo e o errado. Carrega na consciência o tino da responsabilidade sobre os seus atos e sobre os atos daqueles pelos quais dá a vida. Tarefa árdua. Medonha. Pesada. Mas dignificante e gratificante como nenhuma outra. Ser Pai é um treinamento constante sobre como ser uma pessoa melhor, sobre como viver com as preocupações, frustrações, medos, mágoas, alegrias, felicidades e emoções em mais de um coração. Todos os adjetivos possíveis de uso não trariam a exata certeza e dimensão de tudo que um Pai representa. Também não daria a noção exata da infinidade de expectativas tidas e criadas em torno de cada um. Quiçá teria exatidão em expor o amor contido em cada peito ao se falar em Pai. Esteja este Pai aqui, em vida, como forma de presente, ou acima de nós e de nossas forças, como forma de dádiva, tendo um anjo todo particular a nos guiar e zelar. E são muitos os Pais. Pai-avô, Pai-tio, Pai-padrinho, Pai-irmão, Pai-primo, Pai-sogro, Pai-filho, Pai-amigo, Pai-companheiro, mas todos Pais. Cada um com seu momento, cada um com suas peculiaridades e particularidades, mas todos dispostos e presentes incontestavelmente. À esses rendo uma singela homenagem em forma de lembrança pela passagem de seu dia. Nesse dia, que é dedicado aos Pais, nada melhor que um abraço caloroso, um beijo fraterno e um muito obrigado sincero carregado de amor e carinho, como forma de reconhecimento por todos os esforços desmedidos para nos dar sempre um abraço, um olhar, um sorriso. Obrigado por estarmos sempre juntos. Feliz dia dos Pais!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Fico apavorado...

Quanto oportunismo, quanto humor negro, quanta infantilidade, quanta falta de vergonha na cara de indivíduos que roeram as unhas, gritaram gol e vibraram em jogos anteriores e agora se intitulando profetas com afirmações evasivas do tipo “eu avisei...”, “eu disse”, “eu sempre soube...”, “eu tinha certeza disso...”. Mais interessante ainda são os que tentam usar o futebol para explicar as mazelas políticas e sociais do país, como se a copa fosse a causa ou a causadora deles. E, os piores do momento, são os que se intitulam “estrangeiros”. Meu sobrenome é xxxxx, então sou xxxxx (nacionalidade europeia, claro, ninguém se intitula argentino, colombiano, paraguaio nesses momentos). Como? Nasceu onde? Em que país mesmo? São, no máximo, descendentes. E muitos deles longíquos, em se tratando de grau de parentesco. Eu sou brasileiro, nasci aqui, me criei aqui e pretendo morrer sendo muito, mas muito brasileiro! Eu torci, eu queria o Hexa. E vou torcer para ganharmos o terceiro lugar, seja contra quem for. Admiro o Felipão como profissional, acho ele um exemplo, e hoje passei a admirar ainda mais pela hombridade de puxar a culpa pra si, de assumir a situação, embora em minha opinião tenhamos uma forma totalmente errada de assimilar resultados de futebol, pois em outros países os treinadores tem tempo longo para entregar resultados, vide o técnico da Alemanha, que está no cargo há oito anos, mesmo não tendo ganho NADA até o momento. Quem entra em campo são os jogadores, que na maioria das vezes não cumprem o determinado e não dão ouvido aos treinadores. Me tocou e me deixou bastante confortado a atitude do David Luiz, chorando na saída do gramado, batendo no peito, olhando para a torcida e pedindo desculpas. Isso é patriotismo, isso é vergonha na cara. Digo o mesmo do Oscar, que sentiu a derrota acachapante e chorou de dor e de vergonha. Digo o mesmo do Julio Cesar, que mesmo tendo tomado sete gols foi homem para encarar as câmeras e assumir a inferioridade técnica da equipe na partida. Não sou tapado a ponto de dizer que não houveram erros na partida, isso qualquer criança viu. O time perdeu o jogo no meio de campo, entrou mal escalado, marcou mal, se abalou com o primeiro gol e daí pra frente foi só consequência disso. Obviamente, pegamos um time organizado, determinado, com jogadores cumprindo exemplarmente cada um sua função tática. Mas daí aos corneteiros de plantão saírem metendo o pau parelho, tentando achar culpado pra isso e pra aquilo, é demais. Ouvi da imprensa do eixo RJ-SP que Felipão não é treinador para seleção, que foi um acaso ganhar em 2002, e outros disparates do tipo é dose! Se fossem pessoas de alto padrão futebolístico, ou alguém que ganhou algo realmente fabuloso no futebol, tudo bem, mas uns meias-boca tocando pau em vencedor é pra enlouquecer! Isso é oportunismo! É querer fazer nome em cima de infortúnio dos outros! Mas, há gente pra tudo e brasileiro gosta de firula, mas critica quando ela não dá certo.
Tomamos um chocolataço dos germanos hoje, lição para aprender, para usar como exemplo e repensar nosso futebol. Mas repensar o futebol mesmo! Só que isso é assunto para outro momento. Aqui e agora é refletir, analisar e tentar entender esses indivíduos que citei antes. Qual o prazer, qual o gosto de achar um bode expiatório, um “culpado”? Qual o sentido de tripudiar em cima de um cartaz internacional (seleção) e ajudar a denegrir a já decadente imagem do país no cenário internacional? Qual o sentido de se intitular membro de outra nação? Há erros enormes na forma da organização da copa, com certeza. A CBF é um antro de podridão sim! A FIFA é outro antro! Mas nossos clubes do coração, esses que torcemos até dentro do caixão, também são. O futebol em si, começando e sendo influenciado pela entidade mãe, com aquiescência e auxílio da entidade maior do país, está apodrecido. Fala mais alto a grana, o interesse financeiro e dane-se o resto! Está dessa forma e ninguém, até onde se sabe, deixou de torcer por seu time. Ninguém apontou para o governo e disse que seu time está na pior por culpa de algum político. E é esse entendimento que me falta, como podemos aceitar quando vindo do clube e bater tanto na seleção? Ela não é braço do palácio do planalto, nem do senado. Quem “faz”, por assim dizer, a seleção é a CBF, ninguém mais. Está na hora de rever nossos conceitos como torcedores e cidadãos. Boa noite e bons sonhos!
Em tempo: A padaria germânica informa: O sonho acabou! E de forma “héptica”!
E foi tão somente um jogo de futebol, nada mais... A vida continua, a ralação continua, e amanhã é dia de São Pega!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Na pelada e na Copa!

Muitas vezes me deparei com situações merecedoras de reflexões mais prolongadas. Essa sempre foi uma que achei difícil explicar, mas é algo em que acredito piamente. Não vejo como e não consigo enxergar de que forma uma pessoa possa participar de uma atividade esportiva dissociando-se totalmente de sua personalidade, seu caráter e sua índole enquanto ente social. O cara tem sua posição social, a qual compreende seu trabalho ou atividade profissional, sua família, seus amigos e companheiros de atividades extras. Aí o cara vai jogar aquele futebolzinho com a turma, e invariavelmente arruma uma baita confusão, xinga todo mundo e se bobear quer ir pra tapa com alguém. Ou o cara é aquele que sempre chega por cima da bola, dá um tostão, mete o cotovelo e sempre diz que não faz falta. Ou pior, o cara divide, bate por último na bola e banca o ofendido porque o lateral ficou pro outro time. Tem outros, do tipo que estragam a pelada porque não tocam a bola (os populares “fominhas”), ou os que não marcam ninguém, nunca, mas vivem reclamando se não recebem a bola. Isso para ficar em um exemplo somente, o da pelada com a galera. O que quero dizer é que, se o cara tem essas atitudes, são traços de personalidade que estão aparecendo na prática esportiva. Tem os que só querem levar vantagem, os que não aceitam perder, os que se julgam melhor que os outros, e por aí vai... Porém, de todos esses, os que mais me deixam estupefatos são os que não têm hombridade para assumir-se, mesmo tendo certeza e sabendo que são maldosos, agem de má fé, sabem que vão machucar e não se importam com as consequências disto. E tem uns quantos por aí. Em meus tempos de peladeiro volta e meia me deparava com um palhaço desses no campo. Sempre fui franco e direto, e quem me conhece sabe disso. Dava o aviso já na primeira: Se tentar fazer de novo não vai gostar da consequência. Antes que me julguem, aviso antecipadamente que nunca machuquei ninguém, e nem era (e não sou) afeito a revides. Mas penso que machucar alguém por simples inconsequência ou por maldade assumida mesmo é atitude repudiante, e pior que isso é não ter vergonha na cara e peito pra assumir. Isso me deixa indignado. Todo mundo viu, todo mundo presenciou e o elemento vem com discurso de que não era isso que quis fazer, que não fez por mal, pede desculpas e blábláblá. Mas vai se catar. Para de jogar bola. Vai procurar tratamento psicológico, marginal enrustido. E é exatamente isso que penso a respeito do colombiano Zuñiga. Obviamente, guardadas as proporções e diferenças entre uma partida de copa do mundo e uma pelada. Mas foi exatamente o que ele fez e está fazendo. Bateu sabendo que estava batendo e agora diz que não queria isso, que não fez por mal e coisa e tal. Quebrou um e poderia ter quebrado outro anteriormente, quando deu com a sola da chuteira no joelho, sem visar a bola. Lugar de marginal é na cadeia e não no campo de futebol. E, pra piorar, o próprio elemento ficou meses afastado por lesão, por pouco não fica fora da copa e faz um papelão desses? Tratamento psicológico amigo. Intenso! E punição, justa e de acordo com o mal cometido. Não gosto desse tipo de atleta, que bate e acha que isso é correto ou bate e quer fazer todo mundo acreditar que não bateu. Isso é falta de caráter e de vergonha na cara. Por isso não gosto do Dinho, não gosto do Ruan, não gosto do Zanetti, do Heinze, do Marcelinho Carioca, do Richarlyson, do Danrlei, do Fabrício e de vários outros. Jogador de futebol é referência pra criançada, é exemplo pra juventude, tem que ter consciência, no mínimo. Só que isso pode ser querer demais... Enfim, lugar de bater em alguém é no ringue, no octógono, no tatame e lugares do gênero, onde o adversário tá lá disposto a tomar pancada. Só que lá é pra cara durão de verdade, porque vai ter revide, sempre que o oponente puder e conseguir!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

É Copa e pronto!

Meus amigos, a Copa vai acontecer, vai ser no Brasil e NADA que se fizer vai alterar ou impedir que o evento aconteça! Temos coisas erradas no país? É óbvio e salta aos olhos de todos que sim, que temos muitas coisas erradas! Temos serviços de saúde precários, começando pelo básico e terminando no sofisticado, todos, sem exceções com deficiências em boa parte do território nacional. Temos serviços de segurança ineficientes, desaparelhados e sucateados. Temos uma educação sendo nivelada por baixo e sendo vendida como se fosse modelo. Temos classes inteiras de profissionais extremamente mal remunerados e desmotivados por políticas governamentais e sociais nefastas. Temos, talvez, a pior classe política existente no globo, embora eu duvide que em algum lugar eles sejam diferentes. É uma classe que de tão podres e malfeitores não são dignos de classificação alguma. Temos estradas horríveis. Temos um sem fim de problemas. E todos reais e necessitando de soluções dignas e verdadeiras. Mas o que me pergunto é se, caso a Copa fosse em outro país, iríamos torcer e querer o Hexa? Acredito que sim, como sempre torcemos e comemoramos as vitórias em edições anteriores. E é aí que me refiro. A Copa vai acontecer, vai ser no nosso país. E o que vamos fazer? Qual opção escolher? Eu vou torcer! Eu quero o Hexa! Querendo ou não, gostando ou não, concordando ou não, somos brasileiros, e como tal somos vistos pelas demais nações! É a nossa nação sendo colocada à prova! O negócio é colocar a coisa pra funcionar, ajustar o vagão nos trilhos, torcer e batalhar para que possamos fazer bonito. Depois, vamos discutir, protestar, revolucionar se preciso. Prefiro olhar o lado bom da Copa, embora reconheça que ele é infinitamente menor do que deveria ser. Há dinheiro para ser usado na melhora do País, há recursos para serem empregados nas reformas necessárias. Isso a Copa está nos mostrando. Temos que cobrar e fazer acontecer! Manifestar e fazer arruaça durante o evento é oportunismo. Não são os turistas e visitantes que vão organizar nossa casa. Muito pelo contrário, só irá denegrir ainda mais a nossa já denegrida e decadente imagem perante a comunidade internacional. Organizar nossa própria casa depende de nós mesmos. Sou chato e insistente nisso, mas o lugar certo pra isso se chama URNA! É nas urnas que temos e podemos dizer o que pensamos! A maior manifestação que podemos fazer é através do voto! É por aí que se conseguirá limpar um pouco a corja de nababos, ignorantes e desprovidos de qualquer consciência instalados nas câmaras, plenários, prefeituras, palácios e tribunais do Brasil! Somos pouco eficientes no uso dessa arma social, mas isso é assunto para outra hora. Agora, o “papo” é Copa! Copa no Brasil! Dentro de casa, oportunidade que sabe Deus quando teremos novamente! Muitos de nós viveremos somente essa! Como disse antes, se fosse em outro lugar seria festa, tambor, gelada e folia. Agora que é em casa vai ser protesto, arruaça, contrariedade e negativismo? Não! Eu vou torcer! Não só pela seleção, mas também para que dê tudo certo, que os serviços funcionem, que os estádios funcionem, que a segurança funcione, que sejamos ótimos anfitriões, que passemos uma imagem positiva e que a mensagem saída do Brasil seja bem vista e bem recebida pelo mundo! Depois retornamos à rotina! E com uma vantagem, pois a Copa nos municiou com informações até então desconhecidas ou pouco sabidas pelas grandes massas! Iremos à luta! Agora é torcer! VAMO QUE VAMO BRASIL! HEXA NELES!

O Eterno Capitão!

Fernando Lúcio da Costa – Esse é seu nome de batismo, nascido e criado em Goiás, revelado pelo time do Goiás e falecido também neste estado.
Para o resto do mundo, ele era Fernandão! Exemplo de atleta, de profissional e de pessoa!
Para os colorados dos quatro cantos da terra, ele era O Capitão! Ele ergueu as taças e conduziu a equipe nas maiores conquistas da história do Clube do Povo! Ele mudou o jogo, ele mudou o time, ele mudou o clube! Ele elevou o status do clube e escreveu seu nome na história. Ele conduziu a equipe para o Clube ser Campeão de Tudo!
Para quem teve o prazer e a honra de frequentar o estádio e ver o time atuar nesta época, sabe do que falo, sabe que não bastava ver os jogos, era necessário saber mais sobre O Capitão, para entender porque ele fazia tanta diferença. Aos poucos ficamos sabendo que além de talentoso, era uma pessoa de caráter, íntegra, com princípios e virtudes incontestes!
Fernandão era diferenciado. Não só pela técnica apurada, posicionamento, refino no toque de bola. Era diferenciado pela capacidade de influenciar positivamente todos que estavam à sua volta. E fazia isso de forma natural, através de seus gestos, palavras e atitudes. Fernandão era grande! Não só em porte físico. Era grande nas dificuldades, era grande nas horas decisivas, era gigante nas adversidades! Tinha a capacidade incomum de atrair a admiração daqueles que atuavam ao seu lado! Motivava, encorajava, incentivava e mexia com os brios dos seus próprios companheiros! Tinha o respeito até dos comandantes, a ponto de poder opinar sobre estratégias de jogo, posicionamento da equipe e formas de atuar. Na minha modesta opinião, isso é a maior mostra de que uma pessoa é diferenciada!
Foi-se o homem, fica a lenda! Fica na memória do esporte brasileiro um cidadão capaz, um profissional competente, um atleta de sucesso. Fica na memória dos Colorados O Eterno Capitão! O jogador que comandava o time, que equilibrava a equipe e desequilibrava o jogo! Fica na memória do Rio Grande do Sul o Gol 1000, o adversário que era respeitado, o camisa 9 que era líder e matador! Mais que tudo, fica na lembrança o cara que bateu na porta do treinador, na véspera do jogo em Yokohama, e discutiu com ele a forma de bater o Barcelona. E a estratégia deu certo! Fica gravado na retina dos que vivenciaram e dos que assistiram o discurso da vitória, antes do time entrar em campo no Japão. O cara que em todo jogo no Beira Rio, antes do time sair para o campo, vinha até a boca do túnel dar uma espiada nas arquibancadas para ver se a torcida estava lá. O cara que, residindo na França, ficou sabendo de um jovem jogador que tinha sido abandonado por seu empresário e estava passando dificuldades, foi lá e amparou o colega. Depois foram campeões juntos, ele e Edinho! Por estes tipos de atitudes, antes mesmo de voltar ao país Ele já era ídolo. E hoje, ao findar sua existência no plano terrestre, passa de ídolo à Lenda! Fernandão, o Eterno Capitão Colorado!