quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não se mede. Se vive.

Esses dias li num anúncio de jornal: “amor não se mede, se vive”. Pura verdade. E percebi, a cada vez que digo “eu te amo”, o quanto essa expressão não carrega nem a metade do amor que eu sinto, mesmo sem saber ao certo que tamanho ele tem. Azar. Amor não se mede.
E tampouco se explica, se traduz, se desenha.
Pois que não cabe na oratória, nem num parágrafo, nem no traço.
E o alfabeto fica curto, as cores insuficientes, o silêncio, que nada diz,
diz que o amor não cabe nele. E parece mal caber em mim, de tão infinito.
Um amor maior que as coisas do mundo, que transborda,
que se derrama por entre os dias e nos faz mergulhar
num mar de felicidade, definitivamente não se quantifica.
Se vive, no simples e no complexo, no efêmero e no eterno, no principio e no fim.

Lidy.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Vazio

"... E assim fui deixado,
sem nenhum motivo aparente...
Logo eu, que jurava da vida
ter ganho um presente..."

domingo, 24 de agosto de 2008

Pois bem...

Pois bem, lhes digo amigos, nada é como parece ser, pois tudo tem capacidade de mudança (não que alguém também não tenha), mas hoje em dia, diante de tantos e diversos fatos e situações, o povo perdeu os parâmetros e o a noção do que é certo e do que é errado. Se alguém tem dúvida disso, avalie bem o que está se passando ao seu redor, depois me diga a realidade....
Alguns matam por prazer, outros matam “sem querer”, por brincadeira, e outros matam porque foi a única coisa que aprenderam a fazer.....
E ainda achamos que está tudo certo, tudo "dentro dos conformes”, pffffffff...
Pobres de nós, reles plebeus, seres ignóbeis!!!!!
Falta tudo!!!!
Falta compreensão, falta resignação, falta entendimento, falta humanismo, falta, falta, falta..., e, à contra-censo, sobra, sobra, sobra..., sobra crueldade, sobra ufanismo, sobra impaciência, sobra pressa (e stress), sobra... simplesmente sobra...
Esquecemos de quem somos, do que somos, para viver e mostrar aquilo que temos e/ou o que fazemos (não que isso não seja correto), mas com tanta dificuldade de relações humanas, um pouco mais de proximidade não iria fazer mal, com certeza!
Tanto não iria fazer mal, que exemplos disso nos saltam aos olhos diariamente.
Quantas vezes, um de nós deparou-se com uma situação que nos deixou, no mínimo, curiosos quanto ao nosso próprio comportamento perante a mesma? Não foram poucas não é mesmo?
Um casaco que caiu no chão, uma senhora que tropeça na escada do ônibus, um rapaz que se sente perdido em algum lugar que conhecemos, mas como não nos indaga diretamente, respondê-lo porquê?
São situações corriqueiras, cotidianas, que nos mostram definitivamente como sermos ou nos tornarmos pessoas melhores, basta conseguirmos aprender com nossas próprias vidas! E isso não é nem nunca foi fácil, muito menos penoso, mas lhes garanto, vale a pena exercitar!!!!!!
Nada paga um sorriso, muito menos um gesto de gratidão!!!!!
Até mais!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Espocar de fogos

Porque sim, por que é belo, por que é real, por que é normal, por que é da vida!
Cinco e Seis andam ladeados, estão juntos, interligados pelo eterno, fazem parceria, se remetem um ao outro, e tal como nós, constituem solidez, com firmeza, com atitude!
E, no mais, comemorar aniversário em dias seguidos só faz redobrar a festa!
Agosto é o mês! E nós somos dele!
Um brinde a nós! Viva duplo ao Letras no bar! Pelo cinco e pelo seis!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Há Algo

Há algo que me prende, que me mantêm, me compreende
Há algo que me devora, me exaspera, me revigora
Há algo que me acoberta, me aguarda, me liberta
Há algo que me descobre, me divide, me acobre
Há algo que me suporta, me contenta, me aporta
Há algo que me redime, me afaga, me suprime
Há algo que me revela, me aponta, me nivela
Há algo que me aborda, me toma conta, me deixa na porta
Há algo que me instiga, me duvida, me castiga
Há algo que me surpreende, me agita, me repreende
Há algo que me põe em pé, me convida, me diz o que é
Há algo que me remove, me faz muito bem e me comove
Há algo que me dá força, me conduz e faz com que ouça
Há algo que me levanta, me tira do sério, me deixa na ânsia
Há algo que me infla o peito, alvoroça a mente e deixa sem jeito
Há algo que me faz macho, me comanda e deixa capacho
Há algo que me tropeça, me despacha e me dói a cabeça
Há algo que me preenche, me sova e me faz gente!
Há algo que chamo de amor para a vida!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Soy loco?

Eu tenho um amigo imaginário, sem rosto, sem corpo, sem expressão, sem ao menos nome, muito menos estilo ou forma.
É apenas uma forma que uso nas tantas horas de solidão que passo, para trocar uma idéia, dialogar, extravasar, esbravejar, formar opiniões, enfim, para aliviar um pouco a pressão do dia-a-dia. Pois sim, mesmo estando rodeado de pessoas, podemos estar sozinhos muitas vezes, com essa loucura em que se transformaram nossas rotinas.
E quando faço isso, ao mesmo tempo gesticulo, formo várias expressões faciais, e ainda volta e meia falo em voz alta e dou gostosas gargalhadas. Sei bem que sempre que isso acontece pareço louco, pois não foram uma nem duas vezes que eu mesmo fiquei surpreendido ao ver outros olhando pra mim incrédulos ou com ar de dúvida, como quem diz: “- Coitadinho, está delirando...”; ou pior: “ – Nossa! Mas bota louco nisso!”
Eu mesmo, quando realmente sozinho já me dei conta do quanto isso pode parecer esquisito, imagino quem não me conhece ou não está habituado a ver algo assim, não há como pensar diferente mesmo! Mas tranqüilizo a todos dizendo que não, não estou fora de meu juízo, embora ele nunca tenha sido perfeito, apenas uso isso por ser mais fácil de entender algumas coisas, assimilar outras, avaliar outras e assim vai, pois na falta de alguém com quem se possa viabilizar um diálogo, meu imaginário flui e passo a gesticular e conversar sem me dar conta da estranheza, hehehehe
Mas vá lá, vou me valer de um ditado antigo pra fazer minha defesa. Diz ele: “De criança, de médico e de louco, todo mundo tem um pouco!” No meu caso, é só um pouco mais acentuado um ou dois deles, certo? Obrigado! Até mais!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Não cabe em $$$$


Estava vindo para mais um dia de vida dura, quando o programa jornalístico que ouvia pelo rádio do celular (viva a midiatização!) voltou a falar da Lei Seca. (Que nem é Lei Seca, mas sim de Tolerância Zero. A mídia anda confundindo as bolas, quer dizer, as leis). Por um bom tempo não se falou em outra coisa, mas o rumo que a abordagem tomou é o que me incomoda de uma certa maneira.

Falou-se do grau de alcoolismo que pode ficar no sangue depois da ingestão de um bom-bom de licor (mania de jornalista de fazer “links” com a realidade e acabar com correlações excêntricas); falou-se do tempo que demora para que o bafômetro não detecte o álcool ingerido; falou-se sobre as estatísticas após a lei começar a vigorar; das artimanhas de bares e restaurantes para não perder a clientela; do aumento da renda dos táxis; e até charges divertidas foram criadas, como não poderia deixar de ser.

Eis que, parece que após quase esgotado o assunto, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga os gastos com acidentes públicos nas rodovias brasileiras. Ao cavocarem abordagens para não perder a pauta, é a vez da imprensa unir a Lei com o “rombo” dos cofres públicos cada vez que uma equipe se dirige a socorrer um acidente. Gastos médicos, hospitalares, de perda de renda, remoção e recuperação de veículos, administrativos, judiciais e previdenciários: R$22 bilhões por ano.

Cifras e mais cifras, para reforçar que a diminuição dos acidentes é necessária “vejam os gastos que cada acidente causa!!”. (Ahh, agora sim, me convenci de que precisamos ter mais cuidado. Imagina??? Causar essa perda inestimável para o Governo, para a União? Imperdoável). E eu me pergunto: e a campanha já não vale pelos “gastos” incontáveis ao se perderem vidas? Gastos que não se pagam, não se contam, não se explicam, muitas vezes, não se curam. Essa, para mim, é uma justificativa que se basta. Qualquer outra me parece insensível, dispensável e pouco pertinente principalmente ao se falar dos cofres públicos que por motivos beeem menos importantes e mais inescrupulosos vêem sair cifras e mais cifras direto para a conta de pessoas-que-sabemos-quem.

Confesso, me agrediram todas aquelas informações. Ipea está no seu dever de buscar números e números. Mas ligar esses números a uma campanha anti-violência-no-trânsito, me doeu. Bilhões dispensados a cada triste acaso que pode ser por excesso de bebida, de precaução, de tristeza, de velocidade, de falta de juízo, culpa do destino, o que for. Mas danem-se os bilhões. Esses vão e voltam, um dia. Ou vão para onde não devem. Wathever. Já uma vida, várias vidas, essas são irrecuperáveis. E nem esses bilhões são capazes de pagar a tristeza de ver alguém que se ama partir. E só essa sensação basta para sabermos o que é certo e errado, para tomarmos cuidado, no trânsito ou em qualquer outro lugar em que o que esteja em risco é o que temos de mais valor: a vida, que é uma só e não cabe em cifras.