segunda-feira, 12 de agosto de 2013

QUE SANGUE É ESSE?

De onde vem essa bondade arraigada na alma que muitos de nós carregamos?
Que herança pode ser mais valiosa que a união?
Que legado pode ter mais peso e honra que a preservação da família?
Nosso convívio se confunde e se difunde com o passar do tempo. Nossas vidas correm paralelas ao ritmo do dia-a-dia para se entrelaçarem em meio às pausas de nosso cotidiano.
A afabilidade e carinho das recepções nos dão a certeza de não estarmos sós, mesmo quando a roda do mundo nos impulsiona a pensar certos do contrário. Essa certeza se esvai ao ritmo das conversas, das relembranças, dos sorrisos, dos abraços, dos beijos, das palavras de carinho, do afeto, do olhar alegre e gentil, dos gestos sutis carregados de amor.
Esse é o sangue que carregamos, esse é o alimento que faz pulsar os sentimentos de nossos corações e mentes, essa é a nossa essência.
Nessa diversidade de rostos, peles, tipos, tamanhos, formas e gostos, somos semelhantes, somos sínteses do mesmo. A missão que nos cabe é passar adiante essa herança, é ensinar aos que estão vindo que valores como amizade, confiança, parceria e lealdade nascem e começam em casa, na família, e são cultivadas dia após dia por onde quer que se ande.
Palavras não conseguirão expressar a nossa gratidão. Foi simplesmente tocante. De todos, por tudo, de todas as formas. Muito obrigado à toda nossa gente. De coração!
Que Deus nos dê a graça de continuar nos abençoando dessa forma, à todos!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pobre Henergúmeno...

Henergúmeno é um cara simples, genioso, de personalidade forte e posição. Defende suas ideias de forma a não criar atritos com ninguém, trabalha bastante e se esmera para criar e educar seu pequeno filho de menos de ano. Também se esforça bastante para manter seu casamento não celebrado em nenhuma instância, seja civil ou religiosa, mas que não deixa nada a desejar a qualquer outro casamento, seja ele feliz e duradouro ou exatamente o contrário. Digo esmera-se porque Henergúmeno acabou em uma situação, digamos, sui generis: Morava em cidade maior, vivia tranquilo, próximo da família e rodeado de amigos, tinha bom emprego e fazia somente o que gostava em suas horas de folga e lazer. Até que se apaixonou, e resolveu mudar de vida. Conseguiu, pois foi atrás e se esforçou para tanto. Ele apenas não contava que essa mudança lhe traria consequências penosas com o passar do tempo. Hoje Henergúmeno vive em situação que lhe aflige o corpo, a alma e o pensamento. O pobre jamais acreditara que a pior solidão é a que sentimos mesmo estando rodeados de pessoas. E por voltas que a vida dá, atualmente se encontra exatamente assim, convivendo com inúmeros indivíduos de diversos círculos sociais, porém extremamente isolado. Fala o tempo todo que é difícil, bastante difícil suportar esse peso. Que só continua nessa por não ter alternativa plausível no momento e por ter alguém que depende dele. Caso contrário, chutava o balde e quebrava o pau da barraca. Ele é do tipo que não gosta de bancar o hipócrita, ou fazer tempestade em copo de água, muito menos se sente mal tratado ou injustiçado. É totalmente ciente que a escolha partiu dele e que, consequentemente, a responsabilidade por esta situação é só dele mesmo. Mas, e há sempre um mas em tudo, é difícil e triste viver assim. Ser criticado e tripudiado por tudo que faz, por tudo que pensa e por tudo que gosta. Acreditamos que ninguém se sinta bem em situações parecidas. Compartilhar um teto é um exercício diário, que requer esforço, perseverança e paciência. Só que sem companheirismo, parceria e apoio mútuo, não se consolida, não evolui. É triste.
Henergúmeno se esforçou para mudar, para cumprir uma série de exigências que a esposa lhe fez quando resolveram viver juntos, sempre está pronto para apoiá-la e ajudá-la. Em troca, quando solicita o mesmo, patadas, pauladas e desprezo, tanto pelo que é quanto pelo que preza e crê. Assim anda vivendo... Nesse dilema de amar e não ver adiante. Para exemplificar, expôs palavras que lhe foram ditas exatamente dessa forma quando de uma conversa para melhorar o convívio do lar: “Ou você muda e faz o que eu quero do jeito que eu quero, ou não vamos ficar juntos muito tempo.” Simples assim... Pobre Henergúmeno... Ele tem seus defeitos, obviamente, mas marginalizar alguém porque gosta de algo que lhe foi ensinado e entregue no seio familiar é demais. Tripudiar de seus amigos, diminuir e fazer troça de seu emprego, tratá-lo como intruso dentro de casa, isso é maldade. Impor vontades calcadas no apoio de parentes que circundam suas rotinas é provalecimento. Fazer chantagens emocionais e financeiras para que esteja sempre dentro de casa, mesmo contra a vontade, é covardia, é jogo baixo, sujeira. Isso para ficar em alguns exemplos. Como ele mesmo sempre repete: - É triste viver assim... Qualquer pessoa tem anseio de ter uma atividade para extravazar os problemas e o peso da rotina, todo mundo gosta de estar com os amigos, é normal de qualquer pessoa debater assuntos antes de serem tomadas algumas decisões que afetam o convívio familiar, etc. Mas com ele isso não vem acontecendo, sua vida adquiriu um tom cinzento, sem colorido, a não ser pelo filho amado, que lhe dá alegria incondicionalmente.
Pobre Henergúmeno... Vivendo à sombra da vontade alheia, subjugado, apresentado como simples adorno matrimonial, como se tivesse sido salvo do lixo.
Fazemos sinceros votos para que Henergúmeno saia logo dessa condição, pois ninguém merece...
Pobre Henergúmeno...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Democrático Reconhecimento

Inspirado pela manifestação bastante madura e sincera de meu irmão, aproveito para fazer coro e parabenizar meus familiares, que mais uma vez conseguiram demonstrar através dos resultados das urnas que ainda existe na política pessoas boas e de bem, que trabalham calcados em valores e princípios como seriedade, honestidade, respeito e moralidade. Para muitos pode parecer apenas palavras bonitas, porém vazias. Quem nos conhece e nos dá o privilégio de termos convívio sabe que não. Sabe que somos criados e convivemos trazendo estes princípios como norte, e que aprendemos a confiar e ser confiáveis, a falar e escutar, a respeitar e se fazer respeitado, e mais que tudo, aprendemos que amizade nasce dentro de casa. Sinto imensa satisfação em poder dizer que meu primo volta a obter espaço no legislativo Portelense em grande estilo, fazendo expressiva votação mesmo após ficar “afastado” do último pleito. Parabéns Ibe! Agora fica fácil dizer, mas eu já sabia!
Porém, fico orgulhoso e imensuravelmente feliz, e falo abertamente isso a todos, em ver meu Tio-Avô eleito para o legislativo Redentorense. Ele, que mesmo tendo passado dos setenta continua tendo vigor, energia e pique pra encabeçar uma candidatura. E o faz com a desenvoltura de um guri, sem um envolvimento maciço dos familiares, como fora em outras épocas. Parabéns Tio Sérgio! Mais uma vez me encanto e me surpreendo contigo! Obrigado por nos dar mais uma vez um exemplo e uma mostra real de como uma pessoa carismática, bem-humorada e de bem com a vida pode superar barreiras, preconceitos e obstáculos. Enquanto escrevo, me passa um filme nas retinas, das longas horas de conversa, das citações e exemplificações colhidas ao longo das inúmeras jornadas de uma vida muito bem vivida. Esses são os maiores exemplos que carrego de meu seio familiar: Viver só tem um tempo: Agora! E podem ter certeza, se sou o que sou, devo isso a eles, à minha família.
Finalizo essa homenagem utilizando uma frase de Mano Lima que diz muito de forma bastante verdadeira sobre os meus, e que meu Tio vai ser o primeiro a compreender e entender :
“ Homem é igual a cavalo, quando é bom já nasce pronto!”

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Setembros da Vida


Mais um setembro se arrancha nos pagos sulinos
Como sempre, trás consigo a benesse das memórias
Que por vezes ficam atiradas nos fundos de alguns rincões
Novamente se inflama o orgulho de nossa gente
Que insiste em honrar e exultar nosso chão pátrio
Ano após ano, nossa tradição se reforça e se revigora
Ganha novo fôlego, se expande atingindo outras querências
Mostra a força cultural de um povo persistente
Resignado, trabalhador, respeitado, honesto e digno
Indivíduos de personalidade singela e amistosa
Que em seu semblante sisudo esconde as mágoas
De quem é tratado como estrangeiro dentro de casa
E mesmo assim achou seu jeito de viver feliz
Setembro é tempo de mesclar os de sempre com os do vinte
Os do campo com os da cidade, os dos centros com os das vilas
De demonstrar o amor por nossa terra combalida
De relembrar o heroísmo dos que se levantaram contra a opressão
De diversão em família, confraternização, culinária típica
Rever amigos, relembrar feitos, conhecer novos
Setembro é, sem dúvida, nosso mês Farroupilha!!!





sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Longos e Rápidos Cinquenta

Se finda o agosto, e com ele os dias de frio hão de amenizar
Embora não tenhamos tido muitos dias de frio intenso nesse inverno
Os que vieram serviram de motivo para o fogo aquecer o ambiente
Amenizando as longas madrugadas de sonos curtos e conversas longas
Os dias compridos de colo, choros, resmungos e sonecas
Contraponteando com as noites de embalos e apegos, trocas e asseios
Preparos, risos, momentos de coração apertado e “orelhas em pé”
Tudo válido, tudo passado, tudo aprendizado, tudo experiência
Primeiros cinquenta dias, primeiras cinquenta noites, primeiros cinquenta tudo
Apreensividade? Sim, muita. Preocupação? Também. Intranquilidade? Talvez.
Alegria, satisfação, regozijo, felicidade! Em doses cavalares, a cada momento.
Saudade de estar em casa, coisa inédita até então, a todo instante.
Sensação de vazio, de estar ausente, sentir falta de estar junto ao lar
No seio familiar, em casa, junto deles. Carregar no peito essa angústia boa,
Essa sensação de responsabilidade que paira sobre os ombros
Que norteiam os pensamentos e aguçam os sentidos
Como já dito: Muda tudo sem mudar nada! Mas muda pra melhor!
A cada contato, a cada cheiro, a cada olhar tudo se compensa,
Esvai-se o cansaço, some a preguiça, escorre o peso da rotina
Tudo se transforma em felicidade, alegria e emoções
Benza Deus! Como pode? Como isso acontece tão rápido e simples?
Que tipo de milagre opera um bebê? Que dom de magia carrega uma criança?
Só vivendo esses momentos para encontrar a resposta. Palavras não traduzem
Palavras saem pueris ao tentar descrever esses momentos
Nem o maior dos poetas é capaz de exprimir em versos esses acontecimentos
Pois a vida meus amigos, a vida é pra quem quer e se digna a vivê-la!
E momentos assim só encontram explicação e entendimento sendo vividos!
Que continuem a durar a eternidade que cada um lhe confere!
Que se multipliquem o quanto for permitido!
50
500
5000
50000
500000
5000000...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Pra Quem Chega

É inexplicável a sensação e indescritível a emoção
Pegar nas mãos e trazer junto ao peito aquele ser diminuto
Com aqueles olhinhos agitados, movendo-se sem parar
(sim, tinha olhos abertos desde que nasceu)
Minutos após vir ao mundo e tudo está transformado
Mudou tudo sem nada mudar. E não me perguntem o que...
Não sei dizer, embora sinta e saiba muito bem!
Responsabilidade, apreensividade, preocupações
Mas essas vêm e vão, conforme os dias passam
Ficam guardadas como aprendizado e experiência
E assim devem ser vividas, para compor a existência.
Bem mais que estas; as que ficam em primeiro plano
São as alegrias, os momentos felizes...
Estas que te trazem a sensação de que o chão sumiu
O cérebro entra numa espécie de colapso benigno
Uma avalanche emocional percorre o corpo
Uma imensidão de sentimentos se confunde
O corpo fica em estado total de alerta
A mente fica irrequieta pra todo o sempre
E nada no universo pode ser mais lindo
É o momento mais sublime da natureza
É uma dádiva recebida eternamente
Uma manifestação da bondade Divina
Ter um filho é sem dúvida nenhuma
A melhor experiência que se pode viver!
Que nosso amor possa te servir de escudo
Nosso amparo de estrivo firme
Pra sempre seguir adiante, lutando
Seja bem vindo Filho amado
Que Deus te abençoe, te ilumine
Te guie e te conduza sempre em bons caminhos.

domingo, 13 de maio de 2012

Retorno Aos Pagos

Tchê, Eu tava com saudade! Muita saudade!
Foi bom rechegar pros lados do pago
Sentir o calor da parceria da vida toda
Poder brincar e gargalhar sem receio
Escutar aquele fundo musical aprazível
O tinido do portão, o retumbar dos cascos
O assobio do laço cortando o ar em movimentos repetidos
O narrador, parceiro, levantando teu ego
Exaltando teus feitos, tuas lutas de tantos tempos
Pondo pra cima os teus, a tua gente, o teu sangue
Aquelas palavras carinhosas fazendo brotar com força
Um filme nas retinas em frações de segundo
Aqueles galopes, rápidos, certeiros, despertaram
Várias passagens adormecidas, guardadas nos rincões da alma
As armadas positivas foram apenas o complemento
De um fato superior, maior, grandioso e valioso
Que te ajudam a relembrar, reafirmar e reforçar
Teus valores, teus princípios, tua essência, teu ser
Os esteios que forjaram teu caráter, tua personalidade.
É bom! É inexplicável como nos faz bem, apesar de tudo.
Salve Parceria Campeira, Ave Rodeio Crioulo!
Salve cavalhada gaúcha, Ave Rio Grande Gaudério!